A hipérbole é um recurso estilístico muito frequente, tanto na literatura, como na linguagem corrente. Consiste numa expressão exagerada da realidade.
Quando pretendemos destacar determinado aspecto, tendemos a exagerá-lo, de tal modo que os nossos actos comunicativos diários estão repletos de hipérboles: chove a cântaros, rios de lágrimas...
Trazem ferocidade e furor tanto,
Que a vivos medo e a mortos faz espanto.
Camões
Nesta passagem bem conhecida d' Os Lusíadas é fácil sentir o efeito expressivo que a hipérbole pode adquirir. Para enaltecer o valor dos portugueses, põe-se em destaque a ferocidade dos adversários, que é tal que causa espanto aos próprios mortos.
Diremos que a HIPÉRBOLE é o exagero de termos que visa enfatizar a expressão, apresentando imagens e situações que ultrapassam o que se crê ser a realidade.
Ex.: "Chove nela graça tanta, que dá graça à fermosura" (Luís de Camões).

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