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Substituição da palavra adequada por outra, com base numa comparação implícita (relação de semelhança).

Um exemplo poderá ajudar-nos a compreender melhor a natureza da metáfora.

Aquela mulher é uma baleia.
É fácil perceber que a palavra "baleia" não é o termo mais adequado para caracterizar uma pessoa, visto que "uma mulher não é uma baleia. No entanto, a expressão é linguisticamente aceitável, porque todos os falantes de português percebem sem dificuldade que, dessa maneira, se põe em destaque um traço característico daquela mulher (a gordura). Na verdade, a metáfora assenta sobre uma comparação implícita (Aquela mulher é gorda como uma baleia).

Frequentemente, uma expressão concentra, não um, mas dois ou mais recursos estilísticos. Neste caso, podemos dizer que estamos perante uma metáfora hiperbólica (expressão exagerada).

Os salgueiros mergulham as longas cabeleiras nas águas dos canais.
José Rodrigues Miguéis
Também aqui, a comparação implícita é evidente. Na visão do escritor os ramos pendentes dos salgueiros assemelham-se a longos cabelos caindo para a água. E, mais uma vez, associado à metáfora encontramos o animismo.

Em síntese, a METÁFORA é etimologicamente, "transporte", "mudança", "trânsito": transpõe-se um termo para um campo de significado que lhe é alheio. É definida como "comparação abreviada", na qual o termo comparado (substituído, não nomeado) se identifica com o termo que lhe é semelhante. Diz-se A (não nomeado) por meio de B, supondo-se que entre ambos existe uma relação de similitude.

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