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Esta figura permite estabelecer uma relação entre duas realidades semelhantes, ligando os dois termos através de um elemento comparativo (como, parece, semelhante, dir-se-ia, ou outro equivalente).

A comparação pode ser simbolicamente representada pela fórmula "A é como B". Dessa maneira, um dos traços característicos de determinada realidade é posto em destaque, por comparação com outra realidade, na qual esse traço é evidente.

Vejamos alguns exemplos.

O cipreste e o cedro envelheciam juntos como dois amigos num ermo (...)
Eça de Queirós
Ao relacionar as duas árvores com "dois amigos num ermo", o autor chama a atenção para aspectos que não eram imediatamente evidentes: uma certa proximidade "afectiva" e o isolamento face ao mundo exterior; a proximidade entre as árvores é reforçada pelo contraste com o afastamento face ao meio envolvente.

E esperaram, imóveis como penedos, de pau ao ombro, engatilhado.
Branquinho da Fonseca
A comparação dos sujeitos com "penedos", acrescenta à ideia de imobilidade as noções de dureza, rigidez, impassibilidade... Desse modo, graças à comparação, a imagem torna-se bem mais sugestiva.

Vi um jardim com árvores escuras
Como uma jaula todo gradeado.
Cesário Verde
Neste caso, a comparação reforça uma nota perturbadora que a expressão inicial introduzira, mas que, por si só, poderia passar despercebida: o adjectivo "escuras" estabelece um certo contraste com a ideia contida no termo "jardim"; essa nota inquietante aparece acentuada pela comparação, que apresenta as árvores como grades.
em síntese a comparação é a confrontação de duas realidades para discernir entre elas semelhanças ou diferenças. O esta

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