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Consiste na invocação de pessoas ausentes, coisas ou ideias.

Estamos perante uma apóstrofe, quando o emissor inicia (ou interrompe) o seu discurso, dirigindo-se a seres imaginários, coisas ou ideias, ou mesmo pessoas, desde que fisicamente ausentes. Em qualquer dos casos estamos perante uma situação que foge à estrita lógica do acto comunicativo, constituindo, por isso, um recurso expressivo. Quando o destinatário do discurso é um ser não humano, uma coisa ou ideia, a apóstrofe é acompanhada de personificação.

E vós, Tágides minhas, pois criado
Tendes em mi um novo engenho ardente (...)
Camões
Nestes versos de "Os Lusíadas", o poeta dirige-se às ninfas do Tejo, simples seres imaginários, para lhes solicitar a inspiração épica.

Outro exemplo de apóstrofe, de todos conhecido, são os famosos versos de Pessoa:

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal.

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