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    <title>Gera&#231;&#227;o M&#243;vel</title>
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    <pubDate>Fri, 10 Jan 2025 17:53:18 +0000</pubDate>
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    <copyright>Copyright 2025 geramovel</copyright>
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      <title>Epis&#243;dio 48 - Conto popular &quot;A Comadre Morte&quot; - pela voz da Carolina</title>
      <description>
        <![CDATA[Havia um homem que tinha tantos filhos, tantos que não havia ninguém na freguesia que não fosse compadre dele e vai a mulher teve mais um filho. Que havia do homem fazer? Foi por esses caminhos fora a ver se encontrava alguém que convidasse para compadre. 

Encontrou um pobrezito e perguntou-lhe se queria ser compadre dele. 

- Quero; mas tu sabes quem eu sou?

- Eu sei lá; o que eu quero é alguém para padrinho do meu filho? Pois, olha, eu cá sou Deus.

- Já me não serves; porque tu dás a riqueza a uns e a pobreza a outros. 

Foi mais adiante; e encontrou uma pobre e perguntou-lhe se queria ser comadre dele.

- Quero; mas sabes tu quem eu sou?

- Não sei.

- Pois, olha, eu cá sou a Morte.

- És tu que me serves, porque tratas a todos por igual. 

Fez-se o baptizado e depois disse a Morte ao homem:

- Já que tu me escolheste para comadre, quero-te fazer rico. Tu fazes de médico e vais por essas terras curar doentes; tu entras e se vires que eu estou à cabeceira é sinal que o doente não escapa e escusas de lhe dar remédio; mas se estiver aos pés é porque escapa; mas livra-te de querer curar aqueles a que eu estiver à cabeceira, porque te dou cabo da pele. 

Assim foi. O homem ia às casas e se via a comadre à cabeceira dos doentes abanava as orelhas; mas se ela estava aos pés receitava o que lhe parecia. Vejam lá se ele não havia de ganhar fama e patacaria, que era uma coisa por maior! Mas vai uma vez foi a casa dum doente muito rico e a Morte estava à cabeceira; abanou as orelhas; disseram-lhe que lhe davam tantos contos de réis se o livrasse da Morte e ele disse: 

- Deixa estar que eu te arranjo, e pega no doente e muda-o com a cabeça para onde estavam os pés e ele escapa. 

Quando ia para casa sai-lhe a comadre ao caminho:

- Venho buscar-te por aquela traição que me fizeste.

- Pois, então, deixa-me rezar um padre-nosso antes de morrer.

- Pois reza. 

Mas ele rezar; qual rezou! Não rezou nada e a Morte para não faltar à palavra foi-se sem ele. 

Um dia o homem encontra a comadre que estava por morta num caminho; e ele lembrou-se do bem que ela lhe tinha feito e disse:

- Minha rica comadrinha, que estás aqui morta; deixa-me rezar-te um padre-nosso por tua alma.

Depois de acabar, a Morte levantou-se e disse:

- Pois já que rezaste o padre-nosso, vem comigo.

O homem era esperto; mas a Morte ainda era mais; pois não era?]]>
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      <pubDate>Mon, 13 Jul 2009 08:27:18 +0000</pubDate>
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Encontrou um pobrezito e perguntou-lhe se queria ser compadre dele. 

- Quero; mas tu sabes quem eu sou?

- Eu sei l&#225;; o que eu quero &#233; algu&#233;m para padrinho do meu filho? Pois, olha, eu c&#225; sou Deus.

- J&#225; me n&#227;o serves; porque tu d&#225;s a riqueza a uns e a pobreza a outros. 

Foi mais adiante; e encontrou uma pobre e perguntou-lhe se queria ser comadre dele.

- Quero; mas sabes tu quem eu sou?

- N&#227;o sei.

- Pois, olha, eu c&#225; sou a Morte.

- &#201;s tu que me serves, porque tratas a todos por igual. 

Fez-se o baptizado e depois disse a Morte ao homem:

- J&#225; que tu me escolheste para comadre, quero-te fazer rico. Tu fazes de m&#233;dico e vais por essas terras curar doentes; tu entras e se vires que eu estou &#224; cabeceira &#233; sinal que o doente n&#227;o escapa e escusas de lhe dar rem&#233;dio; mas se estiver aos p&#233;s &#233; porque escapa; mas livra-te de querer curar aqueles a que eu estiver &#224; cabeceira, porque te dou cabo da pele. 

Assim foi. O homem ia &#224;s casas e se via a comadre &#224; cabeceira dos doentes abanava as orelhas; mas se ela estava aos p&#233;s receitava o que lhe parecia. Vejam l&#225; se ele n&#227;o havia de ganhar fama e patacaria, que era uma coisa por maior! Mas vai uma vez foi a casa dum doente muito rico e a Morte estava &#224; cabeceira; abanou as orelhas; disseram-lhe que lhe davam tantos contos de r&#233;is se o livrasse da Morte e ele disse: 

- Deixa estar que eu te arranjo, e pega no doente e muda-o com a cabe&#231;a para onde estavam os p&#233;s e ele escapa. 

Quando ia para casa sai-lhe a comadre ao caminho:

- Venho buscar-te por aquela trai&#231;&#227;o que me fizeste.

- Pois, ent&#227;o, deixa-me rezar um padre-nosso antes de morrer.

- Pois reza. 

Mas ele rezar; qual rezou! N&#227;o rezou nada e a Morte para n&#227;o faltar &#224; palavra foi-se sem ele. 

Um dia o homem encontra a comadre que estava por morta num caminho; e ele lembrou-se do bem que ela lhe tinha feito e disse:

- Minha rica comadrinha, que est&#225;s aqui morta; deixa-me rezar-te um padre-nosso por tua alma.

Depois de acabar, a Morte levantou-se e disse:

- Pois j&#225; que rezaste o padre-nosso, vem comigo.

O homem era esperto; mas a Morte ainda era mais; pois n&#227;o era?</itunes:summary>
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      <title>Epis&#243;dio 47 - Trabalho de expans&#227;o textual</title>
      <description>
        <![CDATA[As Duas Rãs

A Zabelinha e a Rana Pipiens

Era uma vez…
Duas rãs, que se encontraram num charco, secando-se este com o calor do verão foram em busca de outro, e achando no caminho um poço disse a Zabelinha:
Parece-me que entremos neste poço. Respondeu-lhe a Rana Pipiens com mais acerto:
Por nada nesta minha vida farei tal coisa; que loucura, porque secando-se nela a água como aconteceu no charco, não poderemos sair. 
Zabelinha: Oh, vamos lá Ranazita. Sempre tive o sonho de entrar num poço.
Rana Pipiens:  Zabelinha, tu não entendes mas tu já viste o perigo que é entrar num poço?

Zabelinha: Amiga Rana, pensa comigo um poço é diferente é como ir para o lago Baikal, lindooo! Não penses no eventual perigo que poderemos correr mas sim no grande momento que poderemos disfrutar.


Rana Pipiens: Pois, pois! Eu já sei porque queres ir para o poço.

Zabelinha: Claro que sabes, é o meu sonho!

Rana Pipiens: Sonho? Não me faças rir. Diz lá, diz. Tu queres é ir ver os rapazes Rãneiros a fazer Surfwell .

Zabelinha: Amiga achas mesmo! Pronto eu confesso…Mas não digas aos meus pais, eles nunca iriam permitir casar-me com um rãneirio que faça surfwell.


Rana Pipiens: Não te preocupes Zabelinha, eu também tenho que te confeSsar uma coisa…eu também desejo muito ir para o poço mas, estou com vergonha porque está lá um Rãneiro em que estou interessada.

Zabelinha: Apanhei-te! Eu sabia, eu sabia que tu estavas apaixonada por um rãneirozito.

Rana Pipiens:  Não me gozes. Eu estou preocupada como tu, meus pais também nunca me permitirão casar, sinto-me tão triste…


Zabelinha: Não fiques triste Ranazita, eu estou contigo. Diz-me quem é o teu apaixonado!

Rana Pipiens: Sim, é o Bende Sande Branquinho!

Zabelinha: Como?

Rana Pipiens: Bende Sande Branquinho!

Zabelinha: Não posso acreditar! Amiga, desculpa informar-te mas estamos apaixonadas pelo mesmo Rãneiro.

Rana Pipiens: Não é verdade, diz-me que não é verdade.

Zabelinha: Sim, é verdade! Porque te foste apaixonar pelo meu Rãneirito, porquê?

Rana Pipiens: Ele não é teu, não tinhas o direito  de me fazeres isto.

Zabelinha: Como poderia advinhar que tu te irias apaixonar pelo Bende Sande Branquinho, nós somos amigas mas o Bende será meu.

Rana Pipiens: Isso é o que veremos.

Entretanto as duas amigas  ficaram sem se falar durante algumas semanas, tristes por estarem apaixonadas pelo mesmo rãneiro já não iam para o poço juntas. Até que um dia, Bende Sande Branquinho combina com as duas amigas um encontro sem que estas pudessem imaginar que se iriam encontrar as duas.  As duas Rãs não dando o braço a torcer começaram a discutir, elas queriam o seu apaixonado e Bende Sande Branquinho não sabia o que fazer,  ele também estava indeciso porque também está apaixonado pelas duas. Porém  surge uma ideia:

Zabelinha: Tive uma ideia que vai resolver isto de vez.

Rana Pipiens e Bende Sande Branquinho: Diz.

Zabelinha: Amanhã é o campeonato de Surfwel, se o Bende ganhar ele será meu, caso contrário tu (Rana Pipiens) ficarás com ele. Que dizem.

Rana Pipiens: Concordo com a tua ideia.

Bende Sande Branquinho: Alinho!

O grande momento chegou, as duas amigas já aguardavam no poço que o campeonato começasse. Entretanto, Bende Snde Branquinho prepara-se para a grande competição e naturalmente nervoso. Nas bancadas, Zabelinha e Rana Pipiens apoiavam Bende, tanto que gritavam por ele que por momentos as duas Rãs se abraçaram dando apoio a Bende, logo perceberam que não poderiam continuar zangadas por um rãneiro e disseram:

Zabelinha: Como nos fomos zangar por um rãneiro amiga? Risos

Rana Pipiens: É verdade amiga, com tantos Rãneiros tinhamos que nos apaixonar pelo mesmo.

Zabelinha: Olha, acabou a prova e o Bende venceu...

Rana Pipiens: Parabéns ele vai ser teu.

Zabelinha: Risos! Não, nós somos amigas, a nossa amizade é o mais importante..

Rana Pipiens: E agora que dizemos ao Bende Sande Branquinho? Risos
Zabelinha: Os Parabéns pela vitória!
Rana Pipiens: Sim, e explicamos-lhe que a nossa amizade é o mais importante.

As dua Rãs foram até ao lago, comeram um gelado e voltaram a ser as grandes amigas que foram e sempre serão.

FIM

Diana e Madalena]]>
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      <pubDate>Mon, 13 Jul 2009 08:18:34 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>As Duas R&#227;s

A Zabelinha e a Rana Pipiens

Era uma vez&#8230;
Duas r&#227;s, que se encontraram num charco, secando-se este com o calor do ver&#227;o foram em busca de outro, e achando no caminho um po&#231;o disse a Zabelinha:
Parece-me que entremos neste po&#231;o. Respondeu-lhe a Rana Pipiens com mais acerto:
Por nada nesta minha vida farei tal coisa; que loucura, porque secando-se nela a &#225;gua como aconteceu no charco, n&#227;o poderemos sair. 
Zabelinha: Oh, vamos l&#225; Ranazita. Sempre tive o sonho de entrar num po&#231;o.
Rana Pipiens:  Zabelinha, tu n&#227;o entendes mas tu j&#225; viste o perigo que &#233; entrar num po&#231;o?

Zabelinha: Amiga Rana, pensa comigo um po&#231;o &#233; diferente &#233; como ir para o lago Baikal, lindooo! N&#227;o penses no eventual perigo que poderemos correr mas sim no grande momento que poderemos disfrutar.


Rana Pipiens: Pois, pois! Eu j&#225; sei porque queres ir para o po&#231;o.

Zabelinha: Claro que sabes, &#233; o meu sonho!

Rana Pipiens: Sonho? N&#227;o me fa&#231;as rir. Diz l&#225;, diz. Tu queres &#233; ir ver os rapazes R&#227;neiros a fazer Surfwell .

Zabelinha: Amiga achas mesmo! Pronto eu confesso&#8230;Mas n&#227;o digas aos meus pais, eles nunca iriam permitir casar-me com um r&#227;neirio que fa&#231;a surfwell.


Rana Pipiens: N&#227;o te preocupes Zabelinha, eu tamb&#233;m tenho que te confeSsar uma coisa&#8230;eu tamb&#233;m desejo muito ir para o po&#231;o mas, estou com vergonha porque est&#225; l&#225; um R&#227;neiro em que estou interessada.

Zabelinha: Apanhei-te! Eu sabia, eu sabia que tu estavas apaixonada por um r&#227;neirozito.

Rana Pipiens:  N&#227;o me gozes. Eu estou preocupada como tu, meus pais tamb&#233;m nunca me permitir&#227;o casar, sinto-me t&#227;o triste&#8230;


Zabelinha: N&#227;o fiques triste Ranazita, eu estou contigo. Diz-me quem &#233; o teu apaixonado!

Rana Pipiens: Sim, &#233; o Bende Sande Branquinho!

Zabelinha: Como?

Rana Pipiens: Bende Sande Branquinho!

Zabelinha: N&#227;o posso acreditar! Amiga, desculpa informar-te mas estamos apaixonadas pelo mesmo R&#227;neiro.

Rana Pipiens: N&#227;o &#233; verdade, diz-me que n&#227;o &#233; verdade.

Zabelinha: Sim, &#233; verdade! Porque te foste apaixonar pelo meu R&#227;neirito, porqu&#234;?

Rana Pipiens: Ele n&#227;o &#233; teu, n&#227;o tinhas o direito  de me fazeres isto.

Zabelinha: Como poderia advinhar que tu te irias apaixonar pelo Bende Sande Branquinho, n&#243;s somos amigas mas o Bende ser&#225; meu.

Rana Pipiens: Isso &#233; o que veremos.

Entretanto as duas amigas  ficaram sem se falar durante algumas semanas, tristes por estarem apaixonadas pelo mesmo r&#227;neiro j&#225; n&#227;o iam para o po&#231;o juntas. At&#233; que um dia, Bende Sande Branquinho combina com as duas amigas um encontro sem que estas pudessem imaginar que se iriam encontrar as duas.  As duas R&#227;s n&#227;o dando o bra&#231;o a torcer come&#231;aram a discutir, elas queriam o seu apaixonado e Bende Sande Branquinho n&#227;o sabia o que fazer,  ele tamb&#233;m estava indeciso porque tamb&#233;m est&#225; apaixonado pelas duas. Por&#233;m  surge uma ideia:

Zabelinha: Tive uma ideia que vai resolver isto de vez.

Rana Pipiens e Bende Sande Branquinho: Diz.

Zabelinha: Amanh&#227; &#233; o campeonato de Surfwel, se o Bende ganhar ele ser&#225; meu, caso contr&#225;rio tu (Rana Pipiens) ficar&#225;s com ele. Que dizem.

Rana Pipiens: Concordo com a tua ideia.

Bende Sande Branquinho: Alinho!

O grande momento chegou, as duas amigas j&#225; aguardavam no po&#231;o que o campeonato come&#231;asse. Entretanto, Bende Snde Branquinho prepara-se para a grande competi&#231;&#227;o e naturalmente nervoso. Nas bancadas, Zabelinha e Rana Pipiens apoiavam Bende, tanto que gritavam por ele que por momentos as duas R&#227;s se abra&#231;aram dando apoio a Bende, logo perceberam que n&#227;o poderiam continuar zangadas por um r&#227;neiro e disseram:

Zabelinha: Como nos fomos zangar por um r&#227;neiro amiga? Risos

Rana Pipiens: &#201; verdade amiga, com tantos R&#227;neiros tinhamos que nos apaixonar pelo mesmo.

Zabelinha: Olha, acabou a prova e o Bende venceu...

Rana Pipiens: Parab&#233;ns ele vai ser teu.

Zabelinha: Risos! N&#227;o, n&#243;s somos amigas, a nossa amizade &#233; o mais importante..

Rana Pipiens: E agora que dizemos ao Bende Sande Branquinho? Risos
Zabelinha: Os Para(continued)</itunes:summary>
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A Zabelinha e a Rana Pipiens

Era uma vez&#8230;
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      <title>Epis&#243;dio 46 - Calend&#225;rio Po&#233;tico</title>
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        <![CDATA[Quando a poesia encanta a voz das palavras!
A poesia pela voz das alunas do 1º ano de Secretariado da Escola Profissional de Braga.]]>
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      <pubDate>Sun, 31 May 2009 21:03:41 +0000</pubDate>
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A poesia pela voz das alunas do 1&#186; ano de Secretariado da Escola Profissional de Braga.</itunes:summary>
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      <title>Epis&#243;dio 44 - De quantas gra&#231;as tinha, a Natureza</title>
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        <![CDATA[

De quantas graças tinha, a Natureza
Fez um belo e riquíssimo tesouro,
E com rubis e rosas, neve e ouro,
Formou sublime e angélica beleza.

Pôs na boca os rubis, e na pureza
Do belo rosto as rosas, por quem mouro;
No cabelo o valor do metal louro;
No peito a neve em que a alma tenho acesa.

Mas nos olhos mostrou quanto podia,
E fez deles um sol, onde se apura
A luz mais clara que a do claro dia.

Enfim, Senhora, em vossa compostura
Ela a apurar chegou quanto sabia
De ouro, rosas, rubis, neve e luz pura.
Luís de Camões]]>
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      <pubDate>Sat, 16 May 2009 17:36:09 +0000</pubDate>
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De quantas gra&#231;as tinha, a Natureza
Fez um belo e riqu&#237;ssimo tesouro,
E com rubis e rosas, neve e ouro,
Formou sublime e ang&#233;lica beleza.

P&#244;s na boca os rubis, e na pureza
Do belo rosto as rosas, por quem mouro;
No cabelo o valor do metal louro;
No peito a neve em que a alma tenho acesa.

Mas nos olhos mostrou quanto podia,
E fez deles um sol, onde se apura
A luz mais clara que a do claro dia.

Enfim, Senhora, em vossa compostura
Ela a apurar chegou quanto sabia
De ouro, rosas, rubis, neve e luz pura.
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      <itunes:subtitle>

De quantas gra&#231;as tinha, a Natureza
Fez um belo e riqu&#237;ssimo tesouro,
E com rubis e rosas, ...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Episode 33 - As imagens transbordam </title>
      <description>
        <![CDATA[
As imagens transbordam fugitivas

E estamos nus em frente às coisas vivas.

Que presença jamais pode cumprir

O impulso que há em nós, interminável,

De tudo ser e em cada flor florir? 

Sophia de Mello Breyner Andresen 

 ]]>
      </description>
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      <pubDate>Wed, 13 May 2009 21:12:45 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2022-04-19</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <itunes:summary>
As imagens transbordam fugitivas

E estamos nus em frente &#224;s coisas vivas.

Que presen&#231;a jamais pode cumprir

O impulso que h&#225; em n&#243;s, intermin&#225;vel,

De tudo ser e em cada flor florir? 

Sophia de Mello Breyner Andresen 

 </itunes:summary>
      <itunes:subtitle>
As imagens transbordam fugitivas

E estamos nus em frente &#224;s coisas vivas.

Que presen&#231;a ja...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Episode 43 - A Neve p&#244;s uma toalha calada sobre tudo</title>
      <description>
        <![CDATA[A Neve pôs uma toalha calada sobre tudo.  
Não se sente senão o que se passa dentro de casa.  
Embrulho-me num cobertor e não penso sequer em pensar.  
Sinto um gozo de animal e vagamente penso,  
E adormeço sem menos utilidade que todas as acções do mundo.

Alberto Caeiro ]]>
      </description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 11:02:12 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2022-04-19</dcterms:modified>
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      <itunes:summary>A Neve p&#244;s uma toalha calada sobre tudo.  
N&#227;o se sente sen&#227;o o que se passa dentro de casa.  
Embrulho-me num cobertor e n&#227;o penso sequer em pensar.  
Sinto um gozo de animal e vagamente penso,  
E adorme&#231;o sem menos utilidade que todas as ac&#231;&#245;es do mundo.

Alberto Caeiro </itunes:summary>
      <itunes:subtitle>A Neve p&#244;s uma toalha calada sobre tudo.  
N&#227;o se sente sen&#227;o o que se passa dentro de casa.  
...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 41 - A M&#250;sica e o  Mar</title>
      <description>
        <![CDATA[
A música no espírito

Baila nas ondas do mar

Passa pela noite

E como o vento passa

Passa a voar

Navega, navega

na alma de quem escutar

É envolvente na atmosfera celeste

É pura alucinante

Esta atracção pelo mar.  
 
Margarida Rosa Romão Mira]]>
      </description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:58:49 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>
A m&#250;sica no esp&#237;rito

Baila nas ondas do mar

Passa pela noite

E como o vento passa

Passa a voar

Navega, navega

na alma de quem escutar

&#201; envolvente na atmosfera celeste

&#201; pura alucinante

Esta atrac&#231;&#227;o pelo mar.  
 
Margarida Rosa Rom&#227;o Mira</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>
A m&#250;sica no esp&#237;rito

Baila nas ondas do mar

Passa pela noite

E como o vento passa

P...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 40 - Verdes s&#227;o os campos</title>
      <description>
        <![CDATA[Verdes são os campos 
De cor de limão: 
Assim são os olhos 
Do meu coração. 

Campo, que te estendes 
Com verdura bela; 
Ovelhas, que nela 
Vosso pasto tendes, 
De ervas vos mantendes 
Que traz o Verão, 
E eu das lembranças 
Do meu coração.

Gados que pasceis 
Com contentamento, 
Vosso mantimento 
Não no entendereis; 
Isso que comeis 
Não são ervas, não: 
São graças dos olhos 
Do meu coração.

Luís de Camões]]>
      </description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:57:16 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2022-04-19</dcterms:modified>
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      <itunes:explicit>false</itunes:explicit>
      <itunes:summary>Verdes s&#227;o os campos 
De cor de lim&#227;o: 
Assim s&#227;o os olhos 
Do meu cora&#231;&#227;o. 

Campo, que te estendes 
Com verdura bela; 
Ovelhas, que nela 
Vosso pasto tendes, 
De ervas vos mantendes 
Que traz o Ver&#227;o, 
E eu das lembran&#231;as 
Do meu cora&#231;&#227;o.

Gados que pasceis 
Com contentamento, 
Vosso mantimento 
N&#227;o no entendereis; 
Isso que comeis 
N&#227;o s&#227;o ervas, n&#227;o: 
S&#227;o gra&#231;as dos olhos 
Do meu cora&#231;&#227;o.

Lu&#237;s de Cam&#245;es</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Verdes s&#227;o os campos 
De cor de lim&#227;o: 
Assim s&#227;o os olhos 
Do meu cora&#231;&#227;o. 

Campo, que te ...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 38 - Perde-se a vida a desej&#225;-la tanto</title>
      <description>
        <![CDATA[Agora que o silêncio é um mar sem ondas,  
E que nele posso navegar sem rumo,  
Não respondas  
Às urgentes perguntas  
Que te fiz.  
Deixa-me ser feliz  
Assim,  
Já tão longe de ti como de mim.  
 
 
Perde-se a vida a desejá-la tanto.  
Só soubemos sofrer, enquanto  
O nosso amor  
Durou.  
Mas o tempo passou,  
Há calmaria...  
Não perturbes a paz que me foi dada.  
Ouvir de novo a tua voz seria  
Matar a sede com água salgada.  
 
               Miguel Torga ]]>
      </description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:53:30 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2022-04-19</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <itunes:summary>Agora que o sil&#234;ncio &#233; um mar sem ondas,  
E que nele posso navegar sem rumo,  
N&#227;o respondas  
&#192;s urgentes perguntas  
Que te fiz.  
Deixa-me ser feliz  
Assim,  
J&#225; t&#227;o longe de ti como de mim.  
 
 
Perde-se a vida a desej&#225;-la tanto.  
S&#243; soubemos sofrer, enquanto  
O nosso amor  
Durou.  
Mas o tempo passou,  
H&#225; calmaria...  
N&#227;o perturbes a paz que me foi dada.  
Ouvir de novo a tua voz seria  
Matar a sede com &#225;gua salgada.  
 
               Miguel Torga </itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Agora que o sil&#234;ncio &#233; um mar sem ondas,  
E que nele posso navegar sem rumo,  
N&#227;o respondas  ...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 37 - Mar salgado</title>
      <description>
        <![CDATA[Ó mar salgado, quanto do teu sal 
São lágrimas de  Portugal!  
Por te cruzarmos, quantas mães choraram, 
Quantos filhos em vão rezaram! 
Quantas noivas ficaram por casar 
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena 
Se a alma não é pequena. 
Quem quer passar além do Bojador 
Tem que passar além da dor. 
Deus ao mar o perigo e o abismo deu, 
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa ]]>
      </description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:52:16 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2022-04-19</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <dc:creator>geramovel</dc:creator>
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      <itunes:summary>&#211; mar salgado, quanto do teu sal 
S&#227;o l&#225;grimas de  Portugal!  
Por te cruzarmos, quantas m&#227;es choraram, 
Quantos filhos em v&#227;o rezaram! 
Quantas noivas ficaram por casar 
Para que fosses nosso, &#243; mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena 
Se a alma n&#227;o &#233; pequena. 
Quem quer passar al&#233;m do Bojador 
Tem que passar al&#233;m da dor. 
Deus ao mar o perigo e o abismo deu, 
Mas nele &#233; que espelhou o c&#233;u.

Fernando Pessoa </itunes:summary>
      <itunes:subtitle>&#211; mar salgado, quanto do teu sal 
S&#227;o l&#225;grimas de  Portugal!  
Por te cruzarmos, quantas m&#227;es c...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 35 - As Amoras</title>
      <description>
        <![CDATA[  
O meu país sabe as amoras bravas no verão.  
Ninguém ignora que não é grande,  
nem inteligente, nem elegante o meu país,  
mas tem esta voz doce  
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.  
Raramente falei do meu país, talvez  
nem goste dele, mas quando um amigo  
me traz amoras bravas  
os seus muros parecem-me brancos,  
reparo que também no meu país o céu é azul. 
 
Sophia de Mello Breyner Andresen]]>
      </description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:48:47 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2022-04-19</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <dc:creator>geramovel</dc:creator>
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      <itunes:summary>  
O meu pa&#237;s sabe as amoras bravas no ver&#227;o.  
Ningu&#233;m ignora que n&#227;o &#233; grande,  
nem inteligente, nem elegante o meu pa&#237;s,  
mas tem esta voz doce  
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.  
Raramente falei do meu pa&#237;s, talvez  
nem goste dele, mas quando um amigo  
me traz amoras bravas  
os seus muros parecem-me brancos,  
reparo que tamb&#233;m no meu pa&#237;s o c&#233;u &#233; azul. 
 
Sophia de Mello Breyner Andresen</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>  
O meu pa&#237;s sabe as amoras bravas no ver&#227;o.  
Ningu&#233;m ignora que n&#227;o &#233; grande,  
nem intelig...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 34 - Flores para Coimbra</title>
      <description>
        <![CDATA[

Que mil flores desabrochem. Que mil flores

(outras nenhumas) onde amores fenecem

que mil flores floresçam onde só dores

Florescem.

Que mil flores desabrochem. Que mil espadas

(outras nenhumas não)

onde mil flores com espadas são cortadas

que mil espadas floresçam em cada mão.

Que mil espadas floresçam

onde só penas são.

Antes que amores feneçam

que mil flores desabrochem. E outras nenhumas não.

Manuel Alegre ]]>
      </description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:45:57 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2022-04-19</dcterms:modified>
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      <itunes:summary>

Que mil flores desabrochem. Que mil flores

(outras nenhumas) onde amores fenecem

que mil flores flores&#231;am onde s&#243; dores

Florescem.

Que mil flores desabrochem. Que mil espadas

(outras nenhumas n&#227;o)

onde mil flores com espadas s&#227;o cortadas

que mil espadas flores&#231;am em cada m&#227;o.

Que mil espadas flores&#231;am

onde s&#243; penas s&#227;o.

Antes que amores fene&#231;am

que mil flores desabrochem. E outras nenhumas n&#227;o.

Manuel Alegre </itunes:summary>
      <itunes:subtitle>

Que mil flores desabrochem. Que mil flores

(outras nenhumas) onde amores fenecem

que mi...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 32 - Role Play ( Entrevista Pedro e Artur)</title>
      <description>
        <![CDATA[]]>
      </description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:39:51 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2022-04-19</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <itunes:subtitle></itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 30 - Role Play (Entrevista Pedro e Bruno Martins)</title>
      <description>
        <![CDATA[]]>
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      <pubDate>Fri, 01 May 2009 20:49:28 +0000</pubDate>
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      <title>Epis&#243;dio 29 -  Role Play (Entrevista - F&#225;bio e Nuno)</title>
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      <pubDate>Fri, 01 May 2009 18:19:46 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 28 - O T&#237;tulo d'Os Maias em RAP (Artur Fidalgo) V&#237;deo</title>
      <description>
        <![CDATA[O famoso romance "Os Maias"
fala da vida de Carlos da Maia
médico formado em Coimbra
descendente de uma familia abastada
que já estava afastada e arrasada
tendo apenas seu avô Afonso originário das beiras
a seu lado
Carlos era bem aconselhado por
Ega, um rapaz, bem apresentdo
andava sempre a seu lado.
Devido ao erro de Pedro e Maria Monforte
separaram os seus filhos foi um caso muito forte
Maria Eduarda e Carlos da Maia eram irmãos
sem saberem desse facto conhecem-se e apaixonam-se unindo as mãos
e assim está representado o título d'Os Maias ]]>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 11:07:55 +0000</pubDate>
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a seu lado
Carlos era bem aconselhado por
Ega, um rapaz, bem apresentdo
andava sempre a seu lado.
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Maria Eduarda e Carlos da Maia eram irm&#227;os
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      <title>Epis&#243;dio 27 - Role Play (Entrevista - Adriano e Tiago Carvalho)</title>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 19 - Elipse </title>
      <description>
        <![CDATA[Designa a omissão de palavras que podem ser facilmente subentendidas. A sua utilização torna o enunciado mais condensado e incisivo.

As escadas escuras. A porta e a luz, de repente, nos olhos desabituados. A luz forte da rua num dia de Sol.
Augusto Abelaira
Neste exemplo, em cada uma das frases foi omitido o verbo, ficando cada uma delas reduzida aos elementos essenciais. O resultado são três pequenos traços descritivos, sugerindo de forma incisiva o salto abrupto da escuridão para a luz.

Ele adorando a quem lhe parecia,
Na fé todo inflamado assim gritava:
Aos infiéis, Senhor, aos infiéis
E não a mim, que creio o que podeis.
Camões
Neste excerto de Camões, subentende-se facilmente, no 3º verso, a expressão "mandai sofrimentos".]]>
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As escadas escuras. A porta e a luz, de repente, nos olhos desabituados. A luz forte da rua num dia de Sol.
Augusto Abelaira
Neste exemplo, em cada uma das frases foi omitido o verbo, ficando cada uma delas reduzida aos elementos essenciais. O resultado s&#227;o tr&#234;s pequenos tra&#231;os descritivos, sugerindo de forma incisiva o salto abrupto da escurid&#227;o para a luz.

Ele adorando a quem lhe parecia,
Na f&#233; todo inflamado assim gritava:
Aos infi&#233;is, Senhor, aos infi&#233;is
E n&#227;o a mim, que creio o que podeis.
Cam&#245;es
Neste excerto de Cam&#245;es, subentende-se facilmente, no 3&#186; verso, a express&#227;o &quot;mandai sofrimentos&quot;.</itunes:summary>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 16 - Meton&#237;mia</title>
      <description>
        <![CDATA[Consiste em atribuir a uma coisa o nome de outra com base numa relação de contiguidade.


o autor pela obra
Comprou um Van Gogh por um milhão de dólares.
o continente pelo conteúdo
Bebeu um copo.
o local de fabrico pelo produto
Bebemos um porto.
o material de que é feito pelo objecto
Gosta de cristais.
o efeito pela causa
Respeitem os meus cabelos brancos.
o físico pelo moral
Ele é uma boa cabeça.
o sinal pela coisa significada
A cruz e a espada engrandeceram Portugal.
Diremos que a METONÍMIA acontece quando se designa uma realidade por meio de um termo referente a outra com a qual está relacionada de uma forma objetiva - por contiguidade (relação com aquilo que a rodeia). Há diversos tipos de metonímia (diz-se o conteúdo pelo continente, ou vice-versa; a causa pelo efeito, ou vice-versa; o possuidor pela coisa possuída, o autor pela obra, etc.).]]>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 10:50:35 +0000</pubDate>
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o autor pela obra
Comprou um Van Gogh por um milh&#227;o de d&#243;lares.
o continente pelo conte&#250;do
Bebeu um copo.
o local de fabrico pelo produto
Bebemos um porto.
o material de que &#233; feito pelo objecto
Gosta de cristais.
o efeito pela causa
Respeitem os meus cabelos brancos.
o f&#237;sico pelo moral
Ele &#233; uma boa cabe&#231;a.
o sinal pela coisa significada
A cruz e a espada engrandeceram Portugal.
Diremos que a METON&#205;MIA acontece quando se designa uma realidade por meio de um termo referente a outra com a qual est&#225; relacionada de uma forma objetiva - por contiguidade (rela&#231;&#227;o com aquilo que a rodeia). H&#225; diversos tipos de meton&#237;mia (diz-se o conte&#250;do pelo continente, ou vice-versa; a causa pelo efeito, ou vice-versa; o possuidor pela coisa possu&#237;da, o autor pela obra, etc.).</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Consiste em atribuir a uma coisa o nome de outra com base numa rela&#231;&#227;o de contiguidade.


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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 26 - Role play - (Entrevista - Paulo e Samuel)</title>
      <description>
        <![CDATA[Entrevista  

Hoje temos como convidado o Sr. Presidente do Curral de Moínas futebol clube. Consta que este presidente suborna os árbitros e jogadores das equipas adversárias.

J -Em primeiro lugar boa noite, vamos começar pelos boatos em que se diz que o Sr. Presidente suborna os árbitros para que estes beneficiem a sua equipa durante os jogos?

R: Não. Isso é totalmente falso. Os árbitros fazem-me um favor e eu retribuo porque não gosto de ficar a dever favores a ninguém.

J - Podemos perguntar-lhe como retribui os favores aos árbitros?

R: Então! Eu ofereço umas viagens, uns carros às vezes umas meninas para eles se divertirem um pouco, nada de extraordinário.

J - O Sr. Presidente já foi várias vezes acusado mas nunca foi preso. Dizem que tem família na P.J. e amigos juízes.

R: Sim é verdade mas não tenho culpa deles  serem da polícia.]]>
      </description>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 10:47:17 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2022-04-19</dcterms:modified>
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      <itunes:summary>Entrevista  

Hoje temos como convidado o Sr. Presidente do Curral de Mo&#237;nas futebol clube. Consta que este presidente suborna os &#225;rbitros e jogadores das equipas advers&#225;rias.

J -Em primeiro lugar boa noite, vamos come&#231;ar pelos boatos em que se diz que o Sr. Presidente suborna os &#225;rbitros para que estes beneficiem a sua equipa durante os jogos?

R: N&#227;o. Isso &#233; totalmente falso. Os &#225;rbitros fazem-me um favor e eu retribuo porque n&#227;o gosto de ficar a dever favores a ningu&#233;m.

J - Podemos perguntar-lhe como retribui os favores aos &#225;rbitros?

R: Ent&#227;o! Eu ofere&#231;o umas viagens, uns carros &#224;s vezes umas meninas para eles se divertirem um pouco, nada de extraordin&#225;rio.

J - O Sr. Presidente j&#225; foi v&#225;rias vezes acusado mas nunca foi preso. Dizem que tem fam&#237;lia na P.J. e amigos ju&#237;zes.

R: Sim &#233; verdade mas n&#227;o tenho culpa deles  serem da pol&#237;cia.</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Entrevista  

Hoje temos como convidado o Sr. Presidente do Curral de Mo&#237;nas futebol clube. Con...</itunes:subtitle>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 25 - Role Play - (Entrevista - Carlos e Vitor)</title>
      <description>
        <![CDATA[Estamos em directo da freguesia de S.Jorgue da Morrinhanha, onde vamos esclarecer alguns boatos alusivos ao clube desportivo e Cultural dos arranca Troços. Para isso temos como nosso convidado o S.Presidente do clube. 

J - Sr.Presidente é verdade que dispõem várias meninas aos árbitros para que estes os ajudem a ganhar o campeonato?
R: Não, eu apenas quero manter a imagem do clube. Este clube é um clube onde não existe subornos.

J - Mais uma pergunta! Andam aí uns boatos que o S.Presidente tem uma grande quinta no Algarve às custas deste clube.
R: Não, eu apenas me limito a retirar os fundos lucrativos deste clube para pagar as horas extraordinárias.

J - O que esta a pensar fazer em relação às próximas eleições para eleger o novo presidente do clube?
R: Estou a pensar organizar um jantar para todos os elementos da direcção do clube, mas com uma condição, desde que votem em mim 

Entrevista Carlos e Vitor]]>
      </description>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 10:44:32 +0000</pubDate>
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J - Sr.Presidente &#233; verdade que disp&#245;em v&#225;rias meninas aos &#225;rbitros para que estes os ajudem a ganhar o campeonato?
R: N&#227;o, eu apenas quero manter a imagem do clube. Este clube &#233; um clube onde n&#227;o existe subornos.

J - Mais uma pergunta! Andam a&#237; uns boatos que o S.Presidente tem uma grande quinta no Algarve &#224;s custas deste clube.
R: N&#227;o, eu apenas me limito a retirar os fundos lucrativos deste clube para pagar as horas extraordin&#225;rias.

J - O que esta a pensar fazer em rela&#231;&#227;o &#224;s pr&#243;ximas elei&#231;&#245;es para eleger o novo presidente do clube?
R: Estou a pensar organizar um jantar para todos os elementos da direc&#231;&#227;o do clube, mas com uma condi&#231;&#227;o, desde que votem em mim 

Entrevista Carlos e Vitor</itunes:summary>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 24 - Role Play (Entrevista - Daniel Barbosa e Tiago Manuel)</title>
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        <![CDATA[]]>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 10:43:06 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 22 - Role Play - (Entrevista -Tiago e Hugo)</title>
      <description>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 10:37:01 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 21 - Role Play (Entrevista - Joni e Bruno)</title>
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      <title>Epis&#243;dio 20 - Role Play (entrevista - Filipe e Bruno Carvalho)</title>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 10:27:44 +0000</pubDate>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 18 - Sinestesia</title>
      <description>
        <![CDATA[A Sinestesia consiste numa associação de sensações diferentes na mesma expressão.

—É noite: e, sob o azul morno e calado,
Concebem os jasmins e os corações.
Gomes Leal
Nestes versos a sensção de cor, implícita na palavra "azul", associa-se a uma sensação táctil ("morno") e a uma auditiva ("calado").]]>
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      <itunes:summary>A Sinestesia consiste numa associa&#231;&#227;o de sensa&#231;&#245;es diferentes na mesma express&#227;o.

&#8212;&#201; noite: e, sob o azul morno e calado,
Concebem os jasmins e os cora&#231;&#245;es.
Gomes Leal
Nestes versos a sens&#231;&#227;o de cor, impl&#237;cita na palavra &quot;azul&quot;, associa-se a uma sensa&#231;&#227;o t&#225;ctil (&quot;morno&quot;) e a uma auditiva (&quot;calado&quot;).</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>A Sinestesia consiste numa associa&#231;&#227;o de sensa&#231;&#245;es diferentes na mesma express&#227;o.

&#8212;&#201; noite: e,...</itunes:subtitle>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 17 - Ox&#237;moro, Per&#237;frase, Pleonasmo, Zeugma</title>
      <description>
        <![CDATA[OXIMORO - Aproximação de termos que mutuamente se excluem, numa intensificação do processo da antítese. Exprime um paradoxo e implica uma nova visão das coisas.
Ex.: "O mito é o nada que é tudo" (Fernando Pessoa); "O semelhante sem semelhante" (P. António Vieira). …tornar o fogo frio (Camões)
Perífrase
Consiste em dizer por muitas palavras o que poderia ser dito por poucas.
Nos campos do colérico Mavorte (na guerra)
Bocage
 Pleonasmo 
Repetição de uma ideia, recorrendo às mesmas palavras ou outras de sentido equivalente.
Vi-os com estes olhos que a terra há-de comer.
Neste exemplo da linguagem quotidiana, a ideia de "ver" é reforçada pela notação concreta "com estes olhos".
Subir para cima, descer para baixo
Zeugma
Um adjectivo ou um verbo ligam-se, simultaneamente, a realidades concretas e abstractas.
Quase sempre o zeugma tem um grande impacto sobre o leitor, devido à associação inesperada de realidades muito diferentes.
Rufino reluzia todo de orgulho e de suor.

Eça de Queirós

]]>
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      <pubDate>Tue, 24 Mar 2009 18:55:07 +0000</pubDate>
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Ex.: &quot;O mito &#233; o nada que &#233; tudo&quot; (Fernando Pessoa); &quot;O semelhante sem semelhante&quot; (P. Ant&#243;nio Vieira). &#8230;tornar o fogo frio (Cam&#245;es)
Per&#237;frase
Consiste em dizer por muitas palavras o que poderia ser dito por poucas.
Nos campos do col&#233;rico Mavorte (na guerra)
Bocage
 Pleonasmo 
Repeti&#231;&#227;o de uma ideia, recorrendo &#224;s mesmas palavras ou outras de sentido equivalente.
Vi-os com estes olhos que a terra h&#225;-de comer.
Neste exemplo da linguagem quotidiana, a ideia de &quot;ver&quot; &#233; refor&#231;ada pela nota&#231;&#227;o concreta &quot;com estes olhos&quot;.
Subir para cima, descer para baixo
Zeugma
Um adjectivo ou um verbo ligam-se, simultaneamente, a realidades concretas e abstractas.
Quase sempre o zeugma tem um grande impacto sobre o leitor, devido &#224; associa&#231;&#227;o inesperada de realidades muito diferentes.
Rufino reluzia todo de orgulho e de suor.

E&#231;a de Queir&#243;s

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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 15 - Ironia</title>
      <description>
        <![CDATA[Consiste na atribuição aos signos de significados opostos aos que têm na linguagem normal; dizer o contrário do que as palavras em si mesmas significam.

É um recurso muito utilizado, mesmo na linguagem corrente. É o contexto situacional (entoação, mímica) ou verbal que nos indicam que determinada palavra ou expressão deve ser tomada no sentido oposto ao que declara.

– muito prendado, não tem dúvida... – volveu ironicamente a viúva do Capitão-mor.
Camilo Castelo Branco
Neste excerto de Camilo, o próprio narrador nos alerta para a ironia das palavras da viúva. Mas, mesmo sem essa indicação, o contexto em que elas são ditas permitiria ao leitor reconhecer o seu sentido irónico.

Diremos portanto que a IRONIA é o processo retórico pelo qual se significa o contrário do que se diz literalmente, o que por vezes apenas o contexto permite entender.
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      <pubDate>Tue, 24 Mar 2009 18:07:40 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>Consiste na atribui&#231;&#227;o aos signos de significados opostos aos que t&#234;m na linguagem normal; dizer o contr&#225;rio do que as palavras em si mesmas significam.

&#201; um recurso muito utilizado, mesmo na linguagem corrente. &#201; o contexto situacional (entoa&#231;&#227;o, m&#237;mica) ou verbal que nos indicam que determinada palavra ou express&#227;o deve ser tomada no sentido oposto ao que declara.

&#8211; muito prendado, n&#227;o tem d&#250;vida... &#8211; volveu ironicamente a vi&#250;va do Capit&#227;o-mor.
Camilo Castelo Branco
Neste excerto de Camilo, o pr&#243;prio narrador nos alerta para a ironia das palavras da vi&#250;va. Mas, mesmo sem essa indica&#231;&#227;o, o contexto em que elas s&#227;o ditas permitiria ao leitor reconhecer o seu sentido ir&#243;nico.

Diremos portanto que a IRONIA &#233; o processo ret&#243;rico pelo qual se significa o contr&#225;rio do que se diz literalmente, o que por vezes apenas o contexto permite entender.
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      <itunes:subtitle>Consiste na atribui&#231;&#227;o aos signos de significados opostos aos que t&#234;m na linguagem normal; dizer ...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 14 - Hip&#233;rbole</title>
      <description>
        <![CDATA[A hipérbole é um recurso estilístico muito frequente, tanto na literatura, como na linguagem corrente. Consiste numa expressão exagerada da realidade.

Quando pretendemos destacar determinado aspecto, tendemos a exagerá-lo, de tal modo que os nossos actos comunicativos diários estão repletos de hipérboles: chove a cântaros, rios de lágrimas...

Trazem ferocidade e furor tanto,
Que a vivos medo e a mortos faz espanto.
Camões
Nesta passagem bem conhecida d' Os Lusíadas é fácil sentir o efeito expressivo que a hipérbole pode adquirir. Para enaltecer o valor dos portugueses, põe-se em destaque a ferocidade dos adversários, que é tal que causa espanto aos próprios mortos.

Diremos que a HIPÉRBOLE é o exagero de termos que visa enfatizar a expressão, apresentando imagens e situações que ultrapassam o que se crê ser a realidade.
Ex.: "Chove nela graça tanta, que dá graça à fermosura" (Luís de Camões).
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      <pubDate>Tue, 24 Mar 2009 17:47:00 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>A hip&#233;rbole &#233; um recurso estil&#237;stico muito frequente, tanto na literatura, como na linguagem corrente. Consiste numa express&#227;o exagerada da realidade.

Quando pretendemos destacar determinado aspecto, tendemos a exager&#225;-lo, de tal modo que os nossos actos comunicativos di&#225;rios est&#227;o repletos de hip&#233;rboles: chove a c&#226;ntaros, rios de l&#225;grimas...

Trazem ferocidade e furor tanto,
Que a vivos medo e a mortos faz espanto.
Cam&#245;es
Nesta passagem bem conhecida d' Os Lus&#237;adas &#233; f&#225;cil sentir o efeito expressivo que a hip&#233;rbole pode adquirir. Para enaltecer o valor dos portugueses, p&#245;e-se em destaque a ferocidade dos advers&#225;rios, que &#233; tal que causa espanto aos pr&#243;prios mortos.

Diremos que a HIP&#201;RBOLE &#233; o exagero de termos que visa enfatizar a express&#227;o, apresentando imagens e situa&#231;&#245;es que ultrapassam o que se cr&#234; ser a realidade.
Ex.: &quot;Chove nela gra&#231;a tanta, que d&#225; gra&#231;a &#224; fermosura&quot; (Lu&#237;s de Cam&#245;es).
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      <itunes:subtitle>A hip&#233;rbole &#233; um recurso estil&#237;stico muito frequente, tanto na literatura, como na linguagem corr...</itunes:subtitle>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 12 - Grada&#231;&#227;o</title>
      <description>
        <![CDATA[Consiste em dispor um conjunto de ideias por ordem crescente ou decrescente.

Toma Inácio o livro nas mãos, lê-o, a princípio com dissabor, pouco depois sem fastio, ultimamente com gosto e dali por diante com fome, com cuidado, com desengano, com devoção, com lágrimas (...).
P. António Vieira
Observe-se, neste excerto de um dos sermões do P. António Vieira, o carácter gradual da apresentação das impressões de leitura de Inácio, desde o desagrado até um grau elevado de agrado.
Em síntese, a GRADAÇÃO é uma enumeração de elementos numa sequência determinada por uma ordem ascendente ou descendente, crescente ou decrescente.
Ex.: "(...) duro, seco, estéril monte (...)" (Luís de Camões).

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      <pubDate>Tue, 24 Mar 2009 17:42:24 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>Consiste em dispor um conjunto de ideias por ordem crescente ou decrescente.

Toma In&#225;cio o livro nas m&#227;os, l&#234;-o, a princ&#237;pio com dissabor, pouco depois sem fastio, ultimamente com gosto e dali por diante com fome, com cuidado, com desengano, com devo&#231;&#227;o, com l&#225;grimas (...).
P. Ant&#243;nio Vieira
Observe-se, neste excerto de um dos serm&#245;es do P. Ant&#243;nio Vieira, o car&#225;cter gradual da apresenta&#231;&#227;o das impress&#245;es de leitura de In&#225;cio, desde o desagrado at&#233; um grau elevado de agrado.
Em s&#237;ntese, a GRADA&#199;&#195;O &#233; uma enumera&#231;&#227;o de elementos numa sequ&#234;ncia determinada por uma ordem ascendente ou descendente, crescente ou decrescente.
Ex.: &quot;(...) duro, seco, est&#233;ril monte (...)&quot; (Lu&#237;s de Cam&#245;es).

</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Consiste em dispor um conjunto de ideias por ordem crescente ou decrescente.

Toma In&#225;cio o liv...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 13 - Hip&#225;lage</title>
      <description>
        <![CDATA[A hipálage consiste em atribuir uma característica de uma pessoa a uma coisa que com ela se relaciona.

(...) e a Mãe Vilaça, abriu-lhe uns grandes braços amigos cheia de exclamações.
Eça de Queirós
É fácil perceber que o adjectivo "amigos" não se refere propriamente a braços, mas à Mãe Vilaça.

Por outras palavras, a HIPÁLAGE é a atribuição a um ser ou coisa designada de uma qualidade ou ação que pertence a outro ser ou coisa implicada na mesma frase.
Ex.: "Fumava o pensativo cigarro" (Eça de Queirós); "amareladamente os cães parecem lobos" (Cesário Verde).
]]>
      </description>
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      <pubDate>Tue, 24 Mar 2009 17:29:35 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2022-04-19</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <dc:creator>geramovel</dc:creator>
      <itunes:keywords>hip&#225;lage</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>A hip&#225;lage consiste em atribuir uma caracter&#237;stica de uma pessoa a uma coisa que com ela se relaciona.

(...) e a M&#227;e Vila&#231;a, abriu-lhe uns grandes bra&#231;os amigos cheia de exclama&#231;&#245;es.
E&#231;a de Queir&#243;s
&#201; f&#225;cil perceber que o adjectivo &quot;amigos&quot; n&#227;o se refere propriamente a bra&#231;os, mas &#224; M&#227;e Vila&#231;a.

Por outras palavras, a HIP&#193;LAGE &#233; a atribui&#231;&#227;o a um ser ou coisa designada de uma qualidade ou a&#231;&#227;o que pertence a outro ser ou coisa implicada na mesma frase.
Ex.: &quot;Fumava o pensativo cigarro&quot; (E&#231;a de Queir&#243;s); &quot;amareladamente os c&#227;es parecem lobos&quot; (Ces&#225;rio Verde).
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      <itunes:subtitle>A hip&#225;lage consiste em atribuir uma caracter&#237;stica de uma pessoa a uma coisa que com ela se relac...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 11- Eufemismo</title>
      <description>
        <![CDATA[Consiste na suavização de realidades chocantes, utilizando, para as descrever, palavras agradáveis.

O velho pai sesudo (...)
Tirar Inês ao mundo determina.
Camões
Neste caso, a decisão de mandar matar Inês de Castro é suavizada pela expressão "tirar ao mundo", menos agressiva.

Na comunicação oral, o recurso a expressões eufémicas é praticamente inevitável, quando temos que nos referir a realidades relacionadas com a morte, a doença, actividades sexuais e outras.
Em suma, o EUFEMISMO é o modo de expressar com decoro conceitos ou ideias cuja expressão franca, não atenuada, seria dura ou desagradável. Os processos que mais frequentemente servem esta suavização do pensamento assentam no recurso a perífrases, sinónimos e metáforas, que obviam à expressão direta e clara do termo ou ideia a evitar
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      <pubDate>Sun, 22 Mar 2009 20:32:38 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>Consiste na suaviza&#231;&#227;o de realidades chocantes, utilizando, para as descrever, palavras agrad&#225;veis.

O velho pai sesudo (...)
Tirar In&#234;s ao mundo determina.
Cam&#245;es
Neste caso, a decis&#227;o de mandar matar In&#234;s de Castro &#233; suavizada pela express&#227;o &quot;tirar ao mundo&quot;, menos agressiva.

Na comunica&#231;&#227;o oral, o recurso a express&#245;es euf&#233;micas &#233; praticamente inevit&#225;vel, quando temos que nos referir a realidades relacionadas com a morte, a doen&#231;a, actividades sexuais e outras.
Em suma, o EUFEMISMO &#233; o modo de expressar com decoro conceitos ou ideias cuja express&#227;o franca, n&#227;o atenuada, seria dura ou desagrad&#225;vel. Os processos que mais frequentemente servem esta suaviza&#231;&#227;o do pensamento assentam no recurso a per&#237;frases, sin&#243;nimos e met&#225;foras, que obviam &#224; express&#227;o direta e clara do termo ou ideia a evitar
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      <title>Epis&#243;dio 10 - Met&#225;fora</title>
      <description>
        <![CDATA[Substituição da palavra adequada por outra, com base numa comparação implícita (relação de semelhança).

Um exemplo poderá ajudar-nos a compreender melhor a natureza da metáfora.

Aquela mulher é uma baleia.
É fácil perceber que a palavra "baleia" não é o termo mais adequado para caracterizar uma pessoa, visto que "uma mulher não é uma baleia. No entanto, a expressão é linguisticamente aceitável, porque todos os falantes de português percebem sem dificuldade que, dessa maneira, se põe em destaque um traço característico daquela mulher (a gordura). Na verdade, a metáfora assenta sobre uma comparação implícita (Aquela mulher é gorda como uma baleia).

Frequentemente, uma expressão concentra, não um, mas dois ou mais recursos estilísticos. Neste caso, podemos dizer que estamos perante uma metáfora hiperbólica (expressão exagerada).

Os salgueiros mergulham as longas cabeleiras nas águas dos canais.
José Rodrigues Miguéis
Também aqui, a comparação implícita é evidente. Na visão do escritor os ramos pendentes dos salgueiros assemelham-se a longos cabelos caindo para a água. E, mais uma vez, associado à metáfora encontramos o animismo.

Em síntese, a METÁFORA é etimologicamente, "transporte", "mudança", "trânsito": transpõe-se um termo para um campo de significado que lhe é alheio. É definida como "comparação abreviada", na qual o termo comparado (substituído, não nomeado) se identifica com o termo que lhe é semelhante. Diz-se A (não nomeado) por meio de B, supondo-se que entre ambos existe uma relação de similitude.
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      <pubDate>Fri, 20 Mar 2009 11:06:44 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>Substitui&#231;&#227;o da palavra adequada por outra, com base numa compara&#231;&#227;o impl&#237;cita (rela&#231;&#227;o de semelhan&#231;a).

Um exemplo poder&#225; ajudar-nos a compreender melhor a natureza da met&#225;fora.

Aquela mulher &#233; uma baleia.
&#201; f&#225;cil perceber que a palavra &quot;baleia&quot; n&#227;o &#233; o termo mais adequado para caracterizar uma pessoa, visto que &quot;uma mulher n&#227;o &#233; uma baleia. No entanto, a express&#227;o &#233; linguisticamente aceit&#225;vel, porque todos os falantes de portugu&#234;s percebem sem dificuldade que, dessa maneira, se p&#245;e em destaque um tra&#231;o caracter&#237;stico daquela mulher (a gordura). Na verdade, a met&#225;fora assenta sobre uma compara&#231;&#227;o impl&#237;cita (Aquela mulher &#233; gorda como uma baleia).

Frequentemente, uma express&#227;o concentra, n&#227;o um, mas dois ou mais recursos estil&#237;sticos. Neste caso, podemos dizer que estamos perante uma met&#225;fora hiperb&#243;lica (express&#227;o exagerada).

Os salgueiros mergulham as longas cabeleiras nas &#225;guas dos canais.
Jos&#233; Rodrigues Migu&#233;is
Tamb&#233;m aqui, a compara&#231;&#227;o impl&#237;cita &#233; evidente. Na vis&#227;o do escritor os ramos pendentes dos salgueiros assemelham-se a longos cabelos caindo para a &#225;gua. E, mais uma vez, associado &#224; met&#225;fora encontramos o animismo.

Em s&#237;ntese, a MET&#193;FORA &#233; etimologicamente, &quot;transporte&quot;, &quot;mudan&#231;a&quot;, &quot;tr&#226;nsito&quot;: transp&#245;e-se um termo para um campo de significado que lhe &#233; alheio. &#201; definida como &quot;compara&#231;&#227;o abreviada&quot;, na qual o termo comparado (substitu&#237;do, n&#227;o nomeado) se identifica com o termo que lhe &#233; semelhante. Diz-se A (n&#227;o nomeado) por meio de B, supondo-se que entre ambos existe uma rela&#231;&#227;o de similitude.
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      <title>Epis&#243;dio 9 - Compara&#231;&#227;o</title>
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        <![CDATA[Esta figura permite estabelecer uma relação entre duas realidades semelhantes, ligando os dois termos através de um elemento comparativo (como, parece, semelhante, dir-se-ia, ou outro equivalente).

A comparação pode ser simbolicamente representada pela fórmula "A é como B". Dessa maneira, um dos traços característicos de determinada realidade é posto em destaque, por comparação com outra realidade, na qual esse traço é evidente.

Vejamos alguns exemplos.

O cipreste e o cedro envelheciam juntos como dois amigos num ermo (...)
Eça de Queirós
Ao relacionar as duas árvores com "dois amigos num ermo", o autor chama a atenção para aspectos que não eram imediatamente evidentes: uma certa proximidade "afectiva" e o isolamento face ao mundo exterior; a proximidade entre as árvores é reforçada pelo contraste com o afastamento face ao meio envolvente.

E esperaram, imóveis como penedos, de pau ao ombro, engatilhado.
Branquinho da Fonseca
A comparação dos sujeitos com "penedos", acrescenta à ideia de imobilidade as noções de dureza, rigidez, impassibilidade... Desse modo, graças à comparação, a imagem torna-se bem mais sugestiva.

Vi um jardim com árvores escuras
Como uma jaula todo gradeado.
Cesário Verde
Neste caso, a comparação reforça uma nota perturbadora que a expressão inicial introduzira, mas que, por si só, poderia passar despercebida: o adjectivo "escuras" estabelece um certo contraste com a ideia contida no termo "jardim"; essa nota inquietante aparece acentuada pela comparação, que apresenta as árvores como grades.
em síntese a comparação é a confrontação de duas realidades para discernir entre elas semelhanças ou diferenças. O esta
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      <pubDate>Fri, 20 Mar 2009 10:58:59 +0000</pubDate>
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A compara&#231;&#227;o pode ser simbolicamente representada pela f&#243;rmula &quot;A &#233; como B&quot;. Dessa maneira, um dos tra&#231;os caracter&#237;sticos de determinada realidade &#233; posto em destaque, por compara&#231;&#227;o com outra realidade, na qual esse tra&#231;o &#233; evidente.

Vejamos alguns exemplos.

O cipreste e o cedro envelheciam juntos como dois amigos num ermo (...)
E&#231;a de Queir&#243;s
Ao relacionar as duas &#225;rvores com &quot;dois amigos num ermo&quot;, o autor chama a aten&#231;&#227;o para aspectos que n&#227;o eram imediatamente evidentes: uma certa proximidade &quot;afectiva&quot; e o isolamento face ao mundo exterior; a proximidade entre as &#225;rvores &#233; refor&#231;ada pelo contraste com o afastamento face ao meio envolvente.

E esperaram, im&#243;veis como penedos, de pau ao ombro, engatilhado.
Branquinho da Fonseca
A compara&#231;&#227;o dos sujeitos com &quot;penedos&quot;, acrescenta &#224; ideia de imobilidade as no&#231;&#245;es de dureza, rigidez, impassibilidade... Desse modo, gra&#231;as &#224; compara&#231;&#227;o, a imagem torna-se bem mais sugestiva.

Vi um jardim com &#225;rvores escuras
Como uma jaula todo gradeado.
Ces&#225;rio Verde
Neste caso, a compara&#231;&#227;o refor&#231;a uma nota perturbadora que a express&#227;o inicial introduzira, mas que, por si s&#243;, poderia passar despercebida: o adjectivo &quot;escuras&quot; estabelece um certo contraste com a ideia contida no termo &quot;jardim&quot;; essa nota inquietante aparece acentuada pela compara&#231;&#227;o, que apresenta as &#225;rvores como grades.
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      <title>Epis&#243;dio 8 - Ass&#237;ndeto - Asson&#226;ncia</title>
      <description>
        <![CDATA[Assíndeto
Resulta da omissão de conjunções, normalmente coordenativas. Reforça o processo de encadeamento, pondo em evidência os seus elementos.
(...) por toda a câmara, reluziam, cintilavam, refulgiam os escudos de oiro (...)
Eça de Queirós
Lavo, refresco, limpo os meus sentidos
(...)
O tacto, a vista, o ouvido, o gosto, o olfacto.
Cesário Verde

Assonância 
Repetição dos mesmos sons vocálicos, em situação de sílaba tónica.
Sendo um recurso que incide sobre a matéria fónica, o seu principal efeito é de natureza "musical", como facilmente se percebe pelos exemplos apresentados. Por outro lado, o timbre das vogais pode reforçar o valor significativo das palavras envolvidas.
Por vezes, a assonância combina-se com a aliteração. Isso acontece, por exemplo, no terceiro exemplo, onde encontramos, a par da assonância do "e" a aliteração do "s".

Brilham com brilhos sinistros.
Eugénio de Castro
E as cantilenas de serenos sons amenos.
Eugénio de Castro
Na messe, que enlourece, estremece a quermesse
Eugénio de Castro

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      <pubDate>Thu, 19 Mar 2009 10:14:35 +0000</pubDate>
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(...) por toda a c&#226;mara, reluziam, cintilavam, refulgiam os escudos de oiro (...)
E&#231;a de Queir&#243;s
Lavo, refresco, limpo os meus sentidos
(...)
O tacto, a vista, o ouvido, o gosto, o olfacto.
Ces&#225;rio Verde

Asson&#226;ncia 
Repeti&#231;&#227;o dos mesmos sons voc&#225;licos, em situa&#231;&#227;o de s&#237;laba t&#243;nica.
Sendo um recurso que incide sobre a mat&#233;ria f&#243;nica, o seu principal efeito &#233; de natureza &quot;musical&quot;, como facilmente se percebe pelos exemplos apresentados. Por outro lado, o timbre das vogais pode refor&#231;ar o valor significativo das palavras envolvidas.
Por vezes, a asson&#226;ncia combina-se com a alitera&#231;&#227;o. Isso acontece, por exemplo, no terceiro exemplo, onde encontramos, a par da asson&#226;ncia do &quot;e&quot; a alitera&#231;&#227;o do &quot;s&quot;.

Brilham com brilhos sinistros.
Eug&#233;nio de Castro
E as cantilenas de serenos sons amenos.
Eug&#233;nio de Castro
Na messe, que enlourece, estremece a quermesse
Eug&#233;nio de Castro

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      <title>Epis&#243;dio 7 - Ap&#243;strofe</title>
      <description>
        <![CDATA[Consiste na invocação de pessoas ausentes, coisas ou ideias.

Estamos perante uma apóstrofe, quando o emissor inicia (ou interrompe) o seu discurso, dirigindo-se a seres imaginários, coisas ou ideias, ou mesmo pessoas, desde que fisicamente ausentes. Em qualquer dos casos estamos perante uma situação que foge à estrita lógica do acto comunicativo, constituindo, por isso, um recurso expressivo. Quando o destinatário do discurso é um ser não humano, uma coisa ou ideia, a apóstrofe é acompanhada de personificação.

E vós, Tágides minhas, pois criado
Tendes em mi um novo engenho ardente (...)
Camões
Nestes versos de "Os Lusíadas", o poeta dirige-se às ninfas do Tejo, simples seres imaginários, para lhes solicitar a inspiração épica.

Outro exemplo de apóstrofe, de todos conhecido, são os famosos versos de Pessoa:

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal.]]>
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      <pubDate>Thu, 19 Mar 2009 10:02:15 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>Consiste na invoca&#231;&#227;o de pessoas ausentes, coisas ou ideias.

Estamos perante uma ap&#243;strofe, quando o emissor inicia (ou interrompe) o seu discurso, dirigindo-se a seres imagin&#225;rios, coisas ou ideias, ou mesmo pessoas, desde que fisicamente ausentes. Em qualquer dos casos estamos perante uma situa&#231;&#227;o que foge &#224; estrita l&#243;gica do acto comunicativo, constituindo, por isso, um recurso expressivo. Quando o destinat&#225;rio do discurso &#233; um ser n&#227;o humano, uma coisa ou ideia, a ap&#243;strofe &#233; acompanhada de personifica&#231;&#227;o.

E v&#243;s, T&#225;gides minhas, pois criado
Tendes em mi um novo engenho ardente (...)
Cam&#245;es
Nestes versos de &quot;Os Lus&#237;adas&quot;, o poeta dirige-se &#224;s ninfas do Tejo, simples seres imagin&#225;rios, para lhes solicitar a inspira&#231;&#227;o &#233;pica.

Outro exemplo de ap&#243;strofe, de todos conhecido, s&#227;o os famosos versos de Pessoa:

&#211; mar salgado, quanto do teu sal
S&#227;o l&#225;grimas de Portugal.</itunes:summary>
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Estamos perante uma ap&#243;strofe, qu...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 6 - Animismo - Personifica&#231;&#227;o - ant&#237;tese </title>
      <description>
        <![CDATA[ANIMISMO.
Processo em que se atribui vida a seres inanimados.
 Exemplo: "Desce em folhedos tenros a colina" (Camilo Pessanha)
À colina é atribuída uma qualidade própria dos seres humanos (descer).

Personificação ou animismo ou prosopopeia.
Consiste  na atribuição de características humanas a seres inanimados ou animais, ou simplesmente na atribuição de características de seres vivos a coisas inanimadas.
As possibilidades expressivas da personificação são ilimitadas, mas todas elas assentam sobre o mesmo fundamento: uma aproximação mais afectiva e menos lógica do mundo envolvente.
Naquela manhã de Março, o vento norte levantou-se mal-humorado.
António Botto
O humor (bom ou mau) é específico dos seres humanos. Caracterizando o vento como "mal-humorado", o poeta abre espaço para uma multiplicidade de impressões, que uma expressão mais lógica não permitiria.

ANTÍTESE
Contraposição de palavras de significação contrária, evidenciando o contraste entre duas ideias.
É tão triste este meu presente estado
Que o passado por ledo estou julgando.

Nestes dois versos de Camões encontramos dois pares antitéticos:
Triste/ledo (alegre)
presente/passado.

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      <pubDate>Thu, 19 Mar 2009 10:00:31 +0000</pubDate>
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      <itunes:keywords>ant&#237;tese,animisno,personigica&#231;&#227;o</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>ANIMISMO.
Processo em que se atribui vida a seres inanimados.
 Exemplo: &quot;Desce em folhedos tenros a colina&quot; (Camilo Pessanha)
&#192; colina &#233; atribu&#237;da uma qualidade pr&#243;pria dos seres humanos (descer).

Personifica&#231;&#227;o ou animismo ou prosopopeia.
Consiste  na atribui&#231;&#227;o de caracter&#237;sticas humanas a seres inanimados ou animais, ou simplesmente na atribui&#231;&#227;o de caracter&#237;sticas de seres vivos a coisas inanimadas.
As possibilidades expressivas da personifica&#231;&#227;o s&#227;o ilimitadas, mas todas elas assentam sobre o mesmo fundamento: uma aproxima&#231;&#227;o mais afectiva e menos l&#243;gica do mundo envolvente.
Naquela manh&#227; de Mar&#231;o, o vento norte levantou-se mal-humorado.
Ant&#243;nio Botto
O humor (bom ou mau) &#233; espec&#237;fico dos seres humanos. Caracterizando o vento como &quot;mal-humorado&quot;, o poeta abre espa&#231;o para uma multiplicidade de impress&#245;es, que uma express&#227;o mais l&#243;gica n&#227;o permitiria.

ANT&#205;TESE
Contraposi&#231;&#227;o de palavras de significa&#231;&#227;o contr&#225;ria, evidenciando o contraste entre duas ideias.
&#201; t&#227;o triste este meu presente estado
Que o passado por ledo estou julgando.

Nestes dois versos de Cam&#245;es encontramos dois pares antit&#233;ticos:
Triste/ledo (alegre)
presente/passado.

</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>ANIMISMO.
Processo em que se atribui vida a seres inanimados.
 Exemplo: &quot;Desce em folhedos tenr...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 5 - Analepse - An&#225;strofe - Hip&#233;rbato</title>
      <description>
        <![CDATA[ANALEPSE
Processo narrativo (também designado por flashback) que consiste no relato de acontecimentos anteriores ao presente da acção e mesmo em alguns casos anteriores ao seu início.

Exemplo: No ano passado, passei férias com a família na ilha do Sal.

ANÁSTROFE.

Inversão da ordem natural dos elementos da frase. Não obscurece o sentido do pensamento, como pode suceder com o hipérbato.
 Exemplo: "No rigor da verdade, estás pintada, No rigor da aparência, estás com vida". (Gregório de Matos).

HIPÉRBATO
Consiste na alteração da ordem normal das palavras no interior da frase. Geralmente leva à colocação do complemento do nome antes do nome ou do complemento directo antes do verbo.
Dentro da inversão é costume distinguir hipérbato (a inversão envolve toda a frase) de anástrofe (a inversão afecta apenas um determinado sintagma).
Aquela triste e leda madrugada
Quero que seja sempre celebrada.
Luís de Camões
Nestes versos de Camões, a ordem directa seria "Quero que aquela triste e leda madrugada seja sempre celebrada."

]]>
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      <pubDate>Thu, 19 Mar 2009 09:50:53 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2022-04-19</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <itunes:summary>ANALEPSE
Processo narrativo (tamb&#233;m designado por flashback) que consiste no relato de acontecimentos anteriores ao presente da ac&#231;&#227;o e mesmo em alguns casos anteriores ao seu in&#237;cio.

Exemplo: No ano passado, passei f&#233;rias com a fam&#237;lia na ilha do Sal.

AN&#193;STROFE.

Invers&#227;o da ordem natural dos elementos da frase. N&#227;o obscurece o sentido do pensamento, como pode suceder com o hip&#233;rbato.
 Exemplo: &quot;No rigor da verdade, est&#225;s pintada, No rigor da apar&#234;ncia, est&#225;s com vida&quot;. (Greg&#243;rio de Matos).

HIP&#201;RBATO
Consiste na altera&#231;&#227;o da ordem normal das palavras no interior da frase. Geralmente leva &#224; coloca&#231;&#227;o do complemento do nome antes do nome ou do complemento directo antes do verbo.
Dentro da invers&#227;o &#233; costume distinguir hip&#233;rbato (a invers&#227;o envolve toda a frase) de an&#225;strofe (a invers&#227;o afecta apenas um determinado sintagma).
Aquela triste e leda madrugada
Quero que seja sempre celebrada.
Lu&#237;s de Cam&#245;es
Nestes versos de Cam&#245;es, a ordem directa seria &quot;Quero que aquela triste e leda madrugada seja sempre celebrada.&quot;

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Processo narrativo (tamb&#233;m designado por flashback) que consiste no relato de acontecim...</itunes:subtitle>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 4 - Altern&#226;ncia, Anacoluto, An&#225;fora</title>
      <description>
        <![CDATA[ALTERNÂNCIA. 

 Técnica narrativa que consiste em contar duas ou mais histórias de maneira intercalada, de forma que ora se narra uma ora outra.

ANACOLUTO.

Interrupção do membro inicial de um período para formar outro, de acordo com um novo pensamento que com o primeiro se cruza, exigindo uma construção sintáctica diferente.
Essa possibilidade é, por vezes, intencionalmente utilizada na linguagem literária para obter efeitos expressivos.
Exemplo:
Vereis este, que agora pressuroso,
Por tantos medos o Indo vai buscando,
Tremer dele Neptuno, de medroso.
                                      Luís de Camões
Nestes versos de Camões, é visível a alteração da estrutura lógico-gramatical (Vereis este (...) tremer dele Neptuno). Se prestarmos atenção, verificamos que o complemento directo "este" é substituído por outro ("Neptuno"). De facto, o "vereis este..." dá lugar a "vereis Neptuno..."

ANÁFORA.

Repetição da mesma palavra ou de palavras no início de versos ou frases sucessivos, visando-se, pela insistência, a intensidade.
 Exemplo: "Um mover de olhos, brando e piedoso, sem ver de quê; um riso brando e honesto, quase forçado; um doce e humilde gesto " (Luís de Camões).

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      <pubDate>Thu, 19 Mar 2009 09:30:30 +0000</pubDate>
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      <itunes:keywords>an&#225;fora</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>ALTERN&#194;NCIA. 

 T&#233;cnica narrativa que consiste em contar duas ou mais hist&#243;rias de maneira intercalada, de forma que ora se narra uma ora outra.

ANACOLUTO.

Interrup&#231;&#227;o do membro inicial de um per&#237;odo para formar outro, de acordo com um novo pensamento que com o primeiro se cruza, exigindo uma constru&#231;&#227;o sint&#225;ctica diferente.
Essa possibilidade &#233;, por vezes, intencionalmente utilizada na linguagem liter&#225;ria para obter efeitos expressivos.
Exemplo:
Vereis este, que agora pressuroso,
Por tantos medos o Indo vai buscando,
Tremer dele Neptuno, de medroso.
                                      Lu&#237;s de Cam&#245;es
Nestes versos de Cam&#245;es, &#233; vis&#237;vel a altera&#231;&#227;o da estrutura l&#243;gico-gramatical (Vereis este (...) tremer dele Neptuno). Se prestarmos aten&#231;&#227;o, verificamos que o complemento directo &quot;este&quot; &#233; substitu&#237;do por outro (&quot;Neptuno&quot;). De facto, o &quot;vereis este...&quot; d&#225; lugar a &quot;vereis Neptuno...&quot;

AN&#193;FORA.

Repeti&#231;&#227;o da mesma palavra ou de palavras no in&#237;cio de versos ou frases sucessivos, visando-se, pela insist&#234;ncia, a intensidade.
 Exemplo: &quot;Um mover de olhos, brando e piedoso, sem ver de qu&#234;; um riso brando e honesto, quase for&#231;ado; um doce e humilde gesto &quot; (Lu&#237;s de Cam&#245;es).

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      <itunes:subtitle>ALTERN&#194;NCIA. 

 T&#233;cnica narrativa que consiste em contar duas ou mais hist&#243;rias de maneira inte...</itunes:subtitle>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 3 - Alitera&#231;&#227;o</title>
      <description>
        <![CDATA[É a Repetição frequente dos mesmos sons consoantes em um ou mais versos.
Exemplos: "Deita o lanço com cautela. Que a sereia canta bela. Mas cautela, ó pescador!" (Almeida Garrett);
 "Foste colher  a um granzoal azul de grão-de-bico. O ramalhete rubro das papoulas" (Cesário Verde).

]]>
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      <pubDate>Thu, 19 Mar 2009 09:27:14 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>&#201; a Repeti&#231;&#227;o frequente dos mesmos sons consoantes em um ou mais versos.
Exemplos: &quot;Deita o lan&#231;o com cautela. Que a sereia canta bela. Mas cautela, &#243; pescador!&quot; (Almeida Garrett);
 &quot;Foste colher  a um granzoal azul de gr&#227;o-de-bico. O ramalhete rubro das papoulas&quot; (Ces&#225;rio Verde).

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      <itunes:subtitle>&#201; a Repeti&#231;&#227;o frequente dos mesmos sons consoantes em um ou mais versos.
Exemplos: &quot;Deita o lan&#231;...</itunes:subtitle>
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    <item>
      <title>Episode 2 - Alegoria</title>
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        <![CDATA[Sucessão de metáforas ou comparações através das quais realidades abstractas são concretizadas. Por meio desta figura, uma realidade abstracta, e por isso de mais difícil apreensão, é substituída por, ou comparada com, uma realidade mais concreta i, portanto, mais compreensível.
Por esse motivo, a alegoria é uma figura de estilo com uma dimensão textual invulgarmente extensa; por vezes abrange a totalidade de uma obra literária: é o que acontece, por exemplo, no Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.
Exemplos: Auto da Alma, Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente; o conto "A Viagem", de Sophia de Mello B. Anderson. Sermão de Santo António aos peixes, de Padre António Vieira

]]>
      </description>
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      <pubDate>Thu, 19 Mar 2009 09:16:42 +0000</pubDate>
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      <itunes:keywords>alegoria</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>Sucess&#227;o de met&#225;foras ou compara&#231;&#245;es atrav&#233;s das quais realidades abstractas s&#227;o concretizadas. Por meio desta figura, uma realidade abstracta, e por isso de mais dif&#237;cil apreens&#227;o, &#233; substitu&#237;da por, ou comparada com, uma realidade mais concreta i, portanto, mais compreens&#237;vel.
Por esse motivo, a alegoria &#233; uma figura de estilo com uma dimens&#227;o textual invulgarmente extensa; por vezes abrange a totalidade de uma obra liter&#225;ria: &#233; o que acontece, por exemplo, no Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.
Exemplos: Auto da Alma, Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente; o conto &quot;A Viagem&quot;, de Sophia de Mello B. Anderson. Serm&#227;o de Santo Ant&#243;nio aos peixes, de Padre Ant&#243;nio Vieira

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      <itunes:subtitle>Sucess&#227;o de met&#225;foras ou compara&#231;&#245;es atrav&#233;s das quais realidades abstractas s&#227;o concretizadas. P...</itunes:subtitle>
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