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    <title>Gera&#231;&#227;o M&#243;vel</title>
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    <pubDate>Thu, 05 Nov 2009 13:53:36 GMT</pubDate>
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      <title>Epis&#243;dio 48 - Conto popular "A Comadre Morte" - pela voz da Carolina</title>
      <description>Havia um homem que tinha tantos filhos, tantos que n&#227;o havia ningu&#233;m na freguesia que n&#227;o fosse compadre dele e vai a mulher teve mais um filho. Que havia do homem fazer? Foi por esses caminhos fora a ver se encontrava algu&#233;m que convidasse para compadre. 

Encontrou um pobrezito e perguntou-lhe se queria ser compadre dele. 

- Quero; mas tu sabes quem eu sou?

- Eu sei l&#225;; o que eu quero &#233; algu&#233;m para padrinho do meu filho? Pois, olha, eu c&#225; sou Deus.

- J&#225; me n&#227;o serves; porque tu d&#225;s a riqueza a uns e a pobreza a outros. 

Foi mais adiante; e encontrou uma pobre e perguntou-lhe se queria ser comadre dele.

- Quero; mas sabes tu quem eu sou?

- N&#227;o sei.

- Pois, olha, eu c&#225; sou a Morte.

- &#201;s tu que me serves, porque tratas a todos por igual. 

Fez-se o baptizado e depois disse a Morte ao homem:

- J&#225; que tu me escolheste para comadre, quero-te fazer rico. Tu fazes de m&#233;dico e vais por essas terras curar doentes; tu entras e se vires que eu estou &#224; cabeceira &#233; sinal que o doente n&#227;o escapa e escusas de lhe dar rem&#233;dio; mas se estiver aos p&#233;s &#233; porque escapa; mas livra-te de querer curar aqueles a que eu estiver &#224; cabeceira, porque te dou cabo da pele. 

Assim foi. O homem ia &#224;s casas e se via a comadre &#224; cabeceira dos doentes abanava as orelhas; mas se ela estava aos p&#233;s receitava o que lhe parecia. Vejam l&#225; se ele n&#227;o havia de ganhar fama e patacaria, que era uma coisa por maior! Mas vai uma vez foi a casa dum doente muito rico e a Morte estava &#224; cabeceira; abanou as orelhas; disseram-lhe que lhe davam tantos contos de r&#233;is se o livrasse da Morte e ele disse: 

- Deixa estar que eu te arranjo, e pega no doente e muda-o com a cabe&#231;a para onde estavam os p&#233;s e ele escapa. 

Quando ia para casa sai-lhe a comadre ao caminho:

- Venho buscar-te por aquela trai&#231;&#227;o que me fizeste.

- Pois, ent&#227;o, deixa-me rezar um padre-nosso antes de morrer.

- Pois reza. 

Mas ele rezar; qual rezou! N&#227;o rezou nada e a Morte para n&#227;o faltar &#224; palavra foi-se sem ele. 

Um dia o homem encontra a comadre que estava por morta num caminho; e ele lembrou-se do bem que ela lhe tinha feito e disse:

- Minha rica comadrinha, que est&#225;s aqui morta; deixa-me rezar-te um padre-nosso por tua alma.

Depois de acabar, a Morte levantou-se e disse:

- Pois j&#225; que rezaste o padre-nosso, vem comigo.

O homem era esperto; mas a Morte ainda era mais; pois n&#227;o era?</description>
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      <pubDate>Mon, 13 Jul 2009 08:24:49 GMT</pubDate>
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Encontrou um pobrezito e perguntou-lhe se queria ser compadre dele. 

- Quero; mas tu sabes quem eu sou?

- Eu sei l&#225;; o que eu quero &#233; algu&#233;m para padrinho do meu filho? Pois, olha, eu c&#225; sou Deus.

- J&#225; me n&#227;o serves; porque tu d&#225;s a riqueza a uns e a pobreza a outros. 

Foi mais adiante; e encontrou uma pobre e perguntou-lhe se queria ser comadre dele.

- Quero; mas sabes tu quem eu sou?

- N&#227;o sei.

- Pois, olha, eu c&#225; sou a Morte.

- &#201;s tu que me serves, porque tratas a todos por igual. 

Fez-se o baptizado e depois disse a Morte ao homem:

- J&#225; que tu me escolheste para comadre, quero-te fazer rico. Tu fazes de m&#233;dico e vais por essas terras curar doentes; tu entras e se vires que eu estou &#224; cabeceira &#233; sinal que o doente n&#227;o escapa e escusas de lhe dar rem&#233;dio; mas se estiver aos p&#233;s &#233; porque escapa; mas livra-te de querer curar aqueles a que eu estiver &#224; cabeceira, porque te dou cabo da pele. 

Assim foi. O homem ia &#224;s casas e se via a comadre &#224; cabeceira dos doentes abanava as orelhas; mas se ela estava aos p&#233;s receitava o que lhe parecia. Vejam l&#225; se ele n&#227;o havia de ganhar fama e patacaria, que era uma coisa por maior! Mas vai uma vez foi a casa dum doente muito rico e a Morte estava &#224; cabeceira; abanou as orelhas; disseram-lhe que lhe davam tantos contos de r&#233;is se o livrasse da Morte e ele disse: 

- Deixa estar que eu te arranjo, e pega no doente e muda-o com a cabe&#231;a para onde estavam os p&#233;s e ele escapa. 

Quando ia para casa sai-lhe a comadre ao caminho:

- Venho buscar-te por aquela trai&#231;&#227;o que me fizeste.

- Pois, ent&#227;o, deixa-me rezar um padre-nosso antes de morrer.

- Pois reza. 

Mas ele rezar; qual rezou! N&#227;o rezou nada e a Morte para n&#227;o faltar &#224; palavra foi-se sem ele. 

Um dia o homem encontra a comadre que estava por morta num caminho; e ele lembrou-se do bem que ela lhe tinha feito e disse:

- Minha rica comadrinha, que est&#225;s aqui morta; deixa-me rezar-te um padre-nosso por tua alma.

Depois de acabar, a Morte levantou-se e disse:

- Pois j&#225; que rezaste o padre-nosso, vem comigo.

O homem era esperto; mas a Morte ainda era mais; pois n&#227;o era?</itunes:summary>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 47 - Trabalho de expans&#227;o textual</title>
      <description>As Duas R&#227;s

A Zabelinha e a Rana Pipiens

Era uma vez&#8230;
Duas r&#227;s, que se encontraram num charco, secando-se este com o calor do ver&#227;o foram em busca de outro, e achando no caminho um po&#231;o disse a Zabelinha:
Parece-me que entremos neste po&#231;o. Respondeu-lhe a Rana Pipiens com mais acerto:
Por nada nesta minha vida farei tal coisa; que loucura, porque secando-se nela a &#225;gua como aconteceu no charco, n&#227;o poderemos sair. 
Zabelinha: Oh, vamos l&#225; Ranazita. Sempre tive o sonho de entrar num po&#231;o.
Rana Pipiens:  Zabelinha, tu n&#227;o entendes mas tu j&#225; viste o perigo que &#233; entrar num po&#231;o?

Zabelinha: Amiga Rana, pensa comigo um po&#231;o &#233; diferente &#233; como ir para o lago Baikal, lindooo! N&#227;o penses no eventual perigo que poderemos correr mas sim no grande momento que poderemos disfrutar.


Rana Pipiens: Pois, pois! Eu j&#225; sei porque queres ir para o po&#231;o.

Zabelinha: Claro que sabes, &#233; o meu sonho!

Rana Pipiens: Sonho? N&#227;o me fa&#231;as rir. Diz l&#225;, diz. Tu queres &#233; ir ver os rapazes R&#227;neiros a fazer Surfwell .

Zabelinha: Amiga achas mesmo! Pronto eu confesso&#8230;Mas n&#227;o digas aos meus pais, eles nunca iriam permitir casar-me com um r&#227;neirio que fa&#231;a surfwell.


Rana Pipiens: N&#227;o te preocupes Zabelinha, eu tamb&#233;m tenho que te confeSsar uma coisa&#8230;eu tamb&#233;m desejo muito ir para o po&#231;o mas, estou com vergonha porque est&#225; l&#225; um R&#227;neiro em que estou interessada.

Zabelinha: Apanhei-te! Eu sabia, eu sabia que tu estavas apaixonada por um r&#227;neirozito.

Rana Pipiens:  N&#227;o me gozes. Eu estou preocupada como tu, meus pais tamb&#233;m nunca me permitir&#227;o casar, sinto-me t&#227;o triste&#8230;


Zabelinha: N&#227;o fiques triste Ranazita, eu estou contigo. Diz-me quem &#233; o teu apaixonado!

Rana Pipiens: Sim, &#233; o Bende Sande Branquinho!

Zabelinha: Como?

Rana Pipiens: Bende Sande Branquinho!

Zabelinha: N&#227;o posso acreditar! Amiga, desculpa informar-te mas estamos apaixonadas pelo mesmo R&#227;neiro.

Rana Pipiens: N&#227;o &#233; verdade, diz-me que n&#227;o &#233; verdade.

Zabelinha: Sim, &#233; verdade! Porque te foste apaixonar pelo meu R&#227;neirito, porqu&#234;?

Rana Pipiens: Ele n&#227;o &#233; teu, n&#227;o tinhas o direito  de me fazeres isto.

Zabelinha: Como poderia advinhar que tu te irias apaixonar pelo Bende Sande Branquinho, n&#243;s somos amigas mas o Bende ser&#225; meu.

Rana Pipiens: Isso &#233; o que veremos.

Entretanto as duas amigas  ficaram sem se falar durante algumas semanas, tristes por estarem apaixonadas pelo mesmo r&#227;neiro j&#225; n&#227;o iam para o po&#231;o juntas. At&#233; que um dia, Bende Sande Branquinho combina com as duas amigas um encontro sem que estas pudessem imaginar que se iriam encontrar as duas.  As duas R&#227;s n&#227;o dando o bra&#231;o a torcer come&#231;aram a discutir, elas queriam o seu apaixonado e Bende Sande Branquinho n&#227;o sabia o que fazer,  ele tamb&#233;m estava indeciso porque tamb&#233;m est&#225; apaixonado pelas duas. Por&#233;m  surge uma ideia:

Zabelinha: Tive uma ideia que vai resolver isto de vez.

Rana Pipiens e Bende Sande Branquinho: Diz.

Zabelinha: Amanh&#227; &#233; o campeonato de Surfwel, se o Bende ganhar ele ser&#225; meu, caso contr&#225;rio tu (Rana Pipiens) ficar&#225;s com ele. Que dizem.

Rana Pipiens: Concordo com a tua ideia.

Bende Sande Branquinho: Alinho!

O grande momento chegou, as duas amigas j&#225; aguardavam no po&#231;o que o campeonato come&#231;asse. Entretanto, Bende Snde Branquinho prepara-se para a grande competi&#231;&#227;o e naturalmente nervoso. Nas bancadas, Zabelinha e Rana Pipiens apoiavam Bende, tanto que gritavam por ele que por momentos as duas R&#227;s se abra&#231;aram dando apoio a Bende, logo perceberam que n&#227;o poderiam continuar zangadas por um r&#227;neiro e disseram:

Zabelinha: Como nos fomos zangar por um r&#227;neiro amiga? Risos

Rana Pipiens: &#201; verdade amiga, com tantos R&#227;neiros tinhamos que nos apaixonar pelo mesmo.

Zabelinha: Olha, acabou a prova e o Bende venceu...

Rana Pipiens: Parab&#233;ns ele vai ser teu.

Zabelinha: Risos! N&#227;o, n&#243;s somos amigas, a nossa amizade &#233; o mais importante..

Rana Pipiens: E agora que dizemos ao Bende Sande Branquinho? Risos
Zabelinha: Os Parab&#233;ns pela vit&#243;ria!
Rana Pipiens: Sim, e explicamos-lhe que a nossa amizade &#233; o mais importante.

As dua R&#227;s foram at&#233; ao lago, comeram um gelado e voltaram a ser as grandes amigas que foram e sempre ser&#227;o.

FIM

Diana e Madalena</description>
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      <pubDate>Mon, 13 Jul 2009 08:13:20 GMT</pubDate>
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A Zabelinha e a Rana Pipiens

Era uma vez&#8230;
Duas r&#227;s, que se encontraram num charco, secando-se este com o calor do ver&#227;o foram em busca de outro, e achando no caminho um po&#231;o disse a Zabelinha:
Parece-me que entremos neste po&#231;o. Respondeu-lhe a Rana Pipiens com mais acerto:
Por nada nesta minha vida farei tal coisa; que loucura, porque secando-se nela a &#225;gua como aconteceu no charco, n&#227;o poderemos sair. 
Zabelinha: Oh, vamos l&#225; Ranazita. Sempre tive o sonho de entrar num po&#231;o.
Rana Pipiens:  Zabelinha, tu n&#227;o entendes mas tu j&#225; viste o perigo que &#233; entrar num po&#231;o?

Zabelinha: Amiga Rana, pensa comigo um po&#231;o &#233; diferente &#233; como ir para o lago Baikal, lindooo! N&#227;o penses no eventual perigo que poderemos correr mas sim no grande momento que poderemos disfrutar.


Rana Pipiens: Pois, pois! Eu j&#225; sei porque queres ir para o po&#231;o.

Zabelinha: Claro que sabes, &#233; o meu sonho!

Rana Pipiens: Sonho? N&#227;o me fa&#231;as rir. Diz l&#225;, diz. Tu queres &#233; ir ver os rapazes R&#227;neiros a fazer Surfwell .

Zabelinha: Amiga achas mesmo! Pronto eu confesso&#8230;Mas n&#227;o digas aos meus pais, eles nunca iriam permitir casar-me com um r&#227;neirio que fa&#231;a surfwell.


Rana Pipiens: N&#227;o te preocupes Zabelinha, eu tamb&#233;m tenho que te confeSsar uma coisa&#8230;eu tamb&#233;m desejo muito ir para o po&#231;o mas, estou com vergonha porque est&#225; l&#225; um R&#227;neiro em que estou interessada.

Zabelinha: Apanhei-te! Eu sabia, eu sabia que tu estavas apaixonada por um r&#227;neirozito.

Rana Pipiens:  N&#227;o me gozes. Eu estou preocupada como tu, meus pais tamb&#233;m nunca me permitir&#227;o casar, sinto-me t&#227;o triste&#8230;


Zabelinha: N&#227;o fiques triste Ranazita, eu estou contigo. Diz-me quem &#233; o teu apaixonado!

Rana Pipiens: Sim, &#233; o Bende Sande Branquinho!

Zabelinha: Como?

Rana Pipiens: Bende Sande Branquinho!

Zabelinha: N&#227;o posso acreditar! Amiga, desculpa informar-te mas estamos apaixonadas pelo mesmo R&#227;neiro.

Rana Pipiens: N&#227;o &#233; verdade, diz-me que n&#227;o &#233; verdade.

Zabelinha: Sim, &#233; verdade! Porque te foste apaixonar pelo meu R&#227;neirito, porqu&#234;?

Rana Pipiens: Ele n&#227;o &#233; teu, n&#227;o tinhas o direito  de me fazeres isto.

Zabelinha: Como poderia advinhar que tu te irias apaixonar pelo Bende Sande Branquinho, n&#243;s somos amigas mas o Bende ser&#225; meu.

Rana Pipiens: Isso &#233; o que veremos.

Entretanto as duas amigas  ficaram sem se falar durante algumas semanas, tristes por estarem apaixonadas pelo mesmo r&#227;neiro j&#225; n&#227;o iam para o po&#231;o juntas. At&#233; que um dia, Bende Sande Branquinho combina com as duas amigas um encontro sem que estas pudessem imaginar que se iriam encontrar as duas.  As duas R&#227;s n&#227;o dando o bra&#231;o a torcer come&#231;aram a discutir, elas queriam o seu apaixonado e Bende Sande Branquinho n&#227;o sabia o que fazer,  ele tamb&#233;m estava indeciso porque tamb&#233;m est&#225; apaixonado pelas duas. Por&#233;m  surge uma ideia:

Zabelinha: Tive uma ideia que vai resolver isto de vez.

Rana Pipiens e Bende Sande Branquinho: Diz.

Zabelinha: Amanh&#227; &#233; o campeonato de Surfwel, se o Bende ganhar ele ser&#225; meu, caso contr&#225;rio tu (Rana Pipiens) ficar&#225;s com ele. Que dizem.

Rana Pipiens: Concordo com a tua ideia.

Bende Sande Branquinho: Alinho!

O grande momento chegou, as duas amigas j&#225; aguardavam no po&#231;o que o campeonato come&#231;asse. Entretanto, Bende Snde Branquinho prepara-se para a grande competi&#231;&#227;o e naturalmente nervoso. Nas bancadas, Zabelinha e Rana Pipiens apoiavam Bende, tanto que gritavam por ele que por momentos as duas R&#227;s se abra&#231;aram dando apoio a Bende, logo perceberam que n&#227;o poderiam continuar zangadas por um r&#227;neiro e disseram:

Zabelinha: Como nos fomos zangar por um r&#227;neiro amiga? Risos

Rana Pipiens: &#201; verdade amiga, com tantos R&#227;neiros tinhamos que nos apaixonar pelo mesmo.

Zabelinha: Olha, acabou a prova e o Bende venceu...

Rana Pipiens: Parab&#233;ns ele vai ser teu.

Zabelinha: Risos! N&#227;o, n&#243;s somos amigas, a nossa amizade &#233; o mais importante..

Rana Pipiens: E agora que dizemos ao Bende Sande Branquinho? Risos
Zabelinha: Os Parab&#233;ns pela v</itunes:summary>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 46 - Calend&#225;rio Po&#233;tico</title>
      <description>Quando a poesia encanta a voz das palavras!
A poesia pela voz das alunas do 1&#186; ano de Secretariado da Escola Profissional de Braga.</description>
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      <pubDate>Sun, 31 May 2009 20:52:04 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2009-05-31</dcterms:modified>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 45 - Um dia, gastos voltaremos</title>
      <description>Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo t&#227;o cansados floriremos
Irm&#227;os vivos do mar e dos pinhais.

O vento levar&#225; os mil cansa&#231;os
Dos gestos agitados irreais
E h&#225;-de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.

S&#243; ent&#227;o poderemos caminhar
Atrav&#233;s do mist&#233;rio que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em n&#243;s germinar&#225; a sua fala.


Sophia de Mello Breyner 

</description>
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      <pubDate>Tue, 26 May 2009 22:59:11 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2009-05-26</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2009-05-26</dcterms:created>
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E mesmo t&#227;o cansados floriremos
Irm&#227;os vivos do mar e dos pinhais.

O vento levar&#225; os mil cansa&#231;os
Dos gestos agitados irreais
E h&#225;-de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.

S&#243; ent&#227;o poderemos caminhar
Atrav&#233;s do mist&#233;rio que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em n&#243;s germinar&#225; a sua fala.


Sophia de Mello Breyner 

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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 44 - De quantas gra&#231;as tinha, a Natureza</title>
      <description>

De quantas gra&#231;as tinha, a Natureza
Fez um belo e riqu&#237;ssimo tesouro,
E com rubis e rosas, neve e ouro,
Formou sublime e ang&#233;lica beleza.

P&#244;s na boca os rubis, e na pureza
Do belo rosto as rosas, por quem mouro;
No cabelo o valor do metal louro;
No peito a neve em que a alma tenho acesa.

Mas nos olhos mostrou quanto podia,
E fez deles um sol, onde se apura
A luz mais clara que a do claro dia.

Enfim, Senhora, em vossa compostura
Ela a apurar chegou quanto sabia
De ouro, rosas, rubis, neve e luz pura.
Lu&#237;s de Cam&#245;es</description>
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      <pubDate>Sat, 16 May 2009 17:34:24 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2009-05-26</dcterms:modified>
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De quantas gra&#231;as tinha, a Natureza
Fez um belo e riqu&#237;ssimo tesouro,
E com rubis e rosas, neve e ouro,
Formou sublime e ang&#233;lica beleza.

P&#244;s na boca os rubis, e na pureza
Do belo rosto as rosas, por quem mouro;
No cabelo o valor do metal louro;
No peito a neve em que a alma tenho acesa.

Mas nos olhos mostrou quanto podia,
E fez deles um sol, onde se apura
A luz mais clara que a do claro dia.

Enfim, Senhora, em vossa compostura
Ela a apurar chegou quanto sabia
De ouro, rosas, rubis, neve e luz pura.
Lu&#237;s de Cam&#245;es</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Episode 43 - A Neve p&#244;s uma toalha calada sobre tudo</title>
      <description>A Neve p&#244;s uma toalha calada sobre tudo.  
N&#227;o se sente sen&#227;o o que se passa dentro de casa.  
Embrulho-me num cobertor e n&#227;o penso sequer em pensar.  
Sinto um gozo de animal e vagamente penso,  
E adorme&#231;o sem menos utilidade que todas as ac&#231;&#245;es do mundo.

Alberto Caeiro </description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 11:01:14 GMT</pubDate>
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      <itunes:summary>A Neve p&#244;s uma toalha calada sobre tudo.  
N&#227;o se sente sen&#227;o o que se passa dentro de casa.  
Embrulho-me num cobertor e n&#227;o penso sequer em pensar.  
Sinto um gozo de animal e vagamente penso,  
E adorme&#231;o sem menos utilidade que todas as ac&#231;&#245;es do mundo.

Alberto Caeiro </itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 42 - Sinto que hoje novamente embarco</title>
      <description>Sinto que hoje novamente embarco

Para as grandes aventuras,

Passam no ar palavras obscuras

E o meu desejo canta --- por isso marco

Nos meus sentidos a imagem desta hora. 

Sonoro e profundo

Aquele mundo

Que eu sonhara e perdera

Espera

O peso dos meus gestos. 

E dormem mil gestos nos meus dedos. 

Desligadas dos c&#237;rculos funestos

Das mentiras alheias,

Finalmente solit&#225;rias, 

As minhas m&#227;os est&#227;o cheias

De sedativa e de segredos

Como os negros arvoredos

Que baloi&#231;am na noite murmurando. 

Ao longe por mim oi&#231;o chamando

A voz das coisas que eu sei amar. 

E de novo caminho para o mar. 

Sophia de Mello Breyner Andresen
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:59:05 GMT</pubDate>
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      <itunes:summary>Sinto que hoje novamente embarco

Para as grandes aventuras,

Passam no ar palavras obscuras

E o meu desejo canta --- por isso marco

Nos meus sentidos a imagem desta hora. 

Sonoro e profundo

Aquele mundo

Que eu sonhara e perdera

Espera

O peso dos meus gestos. 

E dormem mil gestos nos meus dedos. 

Desligadas dos c&#237;rculos funestos

Das mentiras alheias,

Finalmente solit&#225;rias, 

As minhas m&#227;os est&#227;o cheias

De sedativa e de segredos

Como os negros arvoredos

Que baloi&#231;am na noite murmurando. 

Ao longe por mim oi&#231;o chamando

A voz das coisas que eu sei amar. 

E de novo caminho para o mar. 

Sophia de Mello Breyner Andresen
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    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 41 - A M&#250;sica e o  Mar</title>
      <description>
A m&#250;sica no esp&#237;rito

Baila nas ondas do mar

Passa pela noite

E como o vento passa

Passa a voar

Navega, navega

na alma de quem escutar

&#201; envolvente na atmosfera celeste

&#201; pura alucinante

Esta atrac&#231;&#227;o pelo mar.  
 
Margarida Rosa Rom&#227;o Mira</description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:57:33 GMT</pubDate>
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A m&#250;sica no esp&#237;rito

Baila nas ondas do mar

Passa pela noite

E como o vento passa

Passa a voar

Navega, navega

na alma de quem escutar

&#201; envolvente na atmosfera celeste

&#201; pura alucinante

Esta atrac&#231;&#227;o pelo mar.  
 
Margarida Rosa Rom&#227;o Mira</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 40 - Verdes s&#227;o os campos</title>
      <description>Verdes s&#227;o os campos 
De cor de lim&#227;o: 
Assim s&#227;o os olhos 
Do meu cora&#231;&#227;o. 

Campo, que te estendes 
Com verdura bela; 
Ovelhas, que nela 
Vosso pasto tendes, 
De ervas vos mantendes 
Que traz o Ver&#227;o, 
E eu das lembran&#231;as 
Do meu cora&#231;&#227;o.

Gados que pasceis 
Com contentamento, 
Vosso mantimento 
N&#227;o no entendereis; 
Isso que comeis 
N&#227;o s&#227;o ervas, n&#227;o: 
S&#227;o gra&#231;as dos olhos 
Do meu cora&#231;&#227;o.

Lu&#237;s de Cam&#245;es</description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:55:35 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2009-05-26</dcterms:modified>
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      <itunes:summary>Verdes s&#227;o os campos 
De cor de lim&#227;o: 
Assim s&#227;o os olhos 
Do meu cora&#231;&#227;o. 

Campo, que te estendes 
Com verdura bela; 
Ovelhas, que nela 
Vosso pasto tendes, 
De ervas vos mantendes 
Que traz o Ver&#227;o, 
E eu das lembran&#231;as 
Do meu cora&#231;&#227;o.

Gados que pasceis 
Com contentamento, 
Vosso mantimento 
N&#227;o no entendereis; 
Isso que comeis 
N&#227;o s&#227;o ervas, n&#227;o: 
S&#227;o gra&#231;as dos olhos 
Do meu cora&#231;&#227;o.

Lu&#237;s de Cam&#245;es</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 39 - Vivi entre quatro paredes</title>
      <description>Vivi entre quatro paredes,
Medrando, temendo, medrosa;
Sofri muito mais por pensar
Que a vida &#233; s&#243; isso: paredes.
 
A vida &#233; o verde, o azul, o vermelho;
A vida &#233; essa grama, esse c&#233;u, esse lago.
A vida est&#225; al&#233;m da cidade cinzenta;
Vida &#233; essa beleza,
Vida &#233; natureza.

Rosely T. Sales</description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:53:45 GMT</pubDate>
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      <itunes:summary>Vivi entre quatro paredes,
Medrando, temendo, medrosa;
Sofri muito mais por pensar
Que a vida &#233; s&#243; isso: paredes.
 
A vida &#233; o verde, o azul, o vermelho;
A vida &#233; essa grama, esse c&#233;u, esse lago.
A vida est&#225; al&#233;m da cidade cinzenta;
Vida &#233; essa beleza,
Vida &#233; natureza.

Rosely T. Sales</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 38 - Perde-se a vida a desej&#225;-la tanto</title>
      <description>Agora que o sil&#234;ncio &#233; um mar sem ondas,  
E que nele posso navegar sem rumo,  
N&#227;o respondas  
&#192;s urgentes perguntas  
Que te fiz.  
Deixa-me ser feliz  
Assim,  
J&#225; t&#227;o longe de ti como de mim.  
 
 
Perde-se a vida a desej&#225;-la tanto.  
S&#243; soubemos sofrer, enquanto  
O nosso amor  
Durou.  
Mas o tempo passou,  
H&#225; calmaria...  
N&#227;o perturbes a paz que me foi dada.  
Ouvir de novo a tua voz seria  
Matar a sede com &#225;gua salgada.  
 
               Miguel Torga </description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:52:40 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2009-05-07</dcterms:modified>
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      <itunes:summary>Agora que o sil&#234;ncio &#233; um mar sem ondas,  
E que nele posso navegar sem rumo,  
N&#227;o respondas  
&#192;s urgentes perguntas  
Que te fiz.  
Deixa-me ser feliz  
Assim,  
J&#225; t&#227;o longe de ti como de mim.  
 
 
Perde-se a vida a desej&#225;-la tanto.  
S&#243; soubemos sofrer, enquanto  
O nosso amor  
Durou.  
Mas o tempo passou,  
H&#225; calmaria...  
N&#227;o perturbes a paz que me foi dada.  
Ouvir de novo a tua voz seria  
Matar a sede com &#225;gua salgada.  
 
               Miguel Torga </itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 37 - Mar salgado</title>
      <description>&#211; mar salgado, quanto do teu sal 
S&#227;o l&#225;grimas de  Portugal!  
Por te cruzarmos, quantas m&#227;es choraram, 
Quantos filhos em v&#227;o rezaram! 
Quantas noivas ficaram por casar 
Para que fosses nosso, &#243; mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena 
Se a alma n&#227;o &#233; pequena. 
Quem quer passar al&#233;m do Bojador 
Tem que passar al&#233;m da dor. 
Deus ao mar o perigo e o abismo deu, 
Mas nele &#233; que espelhou o c&#233;u.

Fernando Pessoa </description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:51:20 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2009-05-07</dcterms:modified>
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      <itunes:summary>&#211; mar salgado, quanto do teu sal 
S&#227;o l&#225;grimas de  Portugal!  
Por te cruzarmos, quantas m&#227;es choraram, 
Quantos filhos em v&#227;o rezaram! 
Quantas noivas ficaram por casar 
Para que fosses nosso, &#243; mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena 
Se a alma n&#227;o &#233; pequena. 
Quem quer passar al&#233;m do Bojador 
Tem que passar al&#233;m da dor. 
Deus ao mar o perigo e o abismo deu, 
Mas nele &#233; que espelhou o c&#233;u.

Fernando Pessoa </itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 36 - Com voz nascente a fonte nos convida</title>
      <description>Com voz nascente a fonte nos convida

A renascermos incessantemente

Na luz do antigo sol nu e recente

E no sussurro da noite primitiva.  

Sophia de Mello Breyner Andresen</description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:50:04 GMT</pubDate>
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      <itunes:summary>Com voz nascente a fonte nos convida

A renascermos incessantemente

Na luz do antigo sol nu e recente

E no sussurro da noite primitiva.  

Sophia de Mello Breyner Andresen</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 35 - As Amoras</title>
      <description>  
O meu pa&#237;s sabe as amoras bravas no ver&#227;o.  
Ningu&#233;m ignora que n&#227;o &#233; grande,  
nem inteligente, nem elegante o meu pa&#237;s,  
mas tem esta voz doce  
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.  
Raramente falei do meu pa&#237;s, talvez  
nem goste dele, mas quando um amigo  
me traz amoras bravas  
os seus muros parecem-me brancos,  
reparo que tamb&#233;m no meu pa&#237;s o c&#233;u &#233; azul. 
 
Sophia de Mello Breyner Andresen</description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:46:25 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2009-05-07</dcterms:modified>
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      <itunes:summary>  
O meu pa&#237;s sabe as amoras bravas no ver&#227;o.  
Ningu&#233;m ignora que n&#227;o &#233; grande,  
nem inteligente, nem elegante o meu pa&#237;s,  
mas tem esta voz doce  
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.  
Raramente falei do meu pa&#237;s, talvez  
nem goste dele, mas quando um amigo  
me traz amoras bravas  
os seus muros parecem-me brancos,  
reparo que tamb&#233;m no meu pa&#237;s o c&#233;u &#233; azul. 
 
Sophia de Mello Breyner Andresen</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 34 - Flores para Coimbra</title>
      <description>

Que mil flores desabrochem. Que mil flores

(outras nenhumas) onde amores fenecem

que mil flores flores&#231;am onde s&#243; dores

Florescem.

Que mil flores desabrochem. Que mil espadas

(outras nenhumas n&#227;o)

onde mil flores com espadas s&#227;o cortadas

que mil espadas flores&#231;am em cada m&#227;o.

Que mil espadas flores&#231;am

onde s&#243; penas s&#227;o.

Antes que amores fene&#231;am

que mil flores desabrochem. E outras nenhumas n&#227;o.

Manuel Alegre </description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:44:20 GMT</pubDate>
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      <itunes:summary>

Que mil flores desabrochem. Que mil flores

(outras nenhumas) onde amores fenecem

que mil flores flores&#231;am onde s&#243; dores

Florescem.

Que mil flores desabrochem. Que mil espadas

(outras nenhumas n&#227;o)

onde mil flores com espadas s&#227;o cortadas

que mil espadas flores&#231;am em cada m&#227;o.

Que mil espadas flores&#231;am

onde s&#243; penas s&#227;o.

Antes que amores fene&#231;am

que mil flores desabrochem. E outras nenhumas n&#227;o.

Manuel Alegre </itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Episode 33 - As imagens transbordam </title>
      <description>
As imagens transbordam fugitivas

E estamos nus em frente &#224;s coisas vivas.

Que presen&#231;a jamais pode cumprir

O impulso que h&#225; em n&#243;s, intermin&#225;vel,

De tudo ser e em cada flor florir? 

Sophia de Mello Breyner Andresen 

 </description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:41:52 GMT</pubDate>
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As imagens transbordam fugitivas

E estamos nus em frente &#224;s coisas vivas.

Que presen&#231;a jamais pode cumprir

O impulso que h&#225; em n&#243;s, intermin&#225;vel,

De tudo ser e em cada flor florir? 

Sophia de Mello Breyner Andresen 

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    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 32 - Role Play ( Entrevista Pedro e Artur)</title>
      <description></description>
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      <pubDate>Thu, 07 May 2009 10:38:02 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 30 - Role Play (Entrevista Pedro e Bruno Martins)</title>
      <description></description>
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      <pubDate>Fri, 01 May 2009 20:47:16 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 29 -  Role Play (Entrevista - F&#225;bio e Nuno)</title>
      <description></description>
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      <pubDate>Fri, 01 May 2009 18:16:36 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 28 - O T&#237;tulo d'Os Maias em RAP (Artur Fidalgo) V&#237;deo</title>
      <description>O famoso romance "Os Maias"
fala da vida de Carlos da Maia
m&#233;dico formado em Coimbra
descendente de uma familia abastada
que j&#225; estava afastada e arrasada
tendo apenas seu av&#244; Afonso origin&#225;rio das beiras
a seu lado
Carlos era bem aconselhado por
Ega, um rapaz, bem apresentdo
andava sempre a seu lado.
Devido ao erro de Pedro e Maria Monforte
separaram os seus filhos foi um caso muito forte
Maria Eduarda e Carlos da Maia eram irm&#227;os
sem saberem desse facto conhecem-se e apaixonam-se unindo as m&#227;os
e assim est&#225; representado o t&#237;tulo d'Os Maias </description>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 11:03:42 GMT</pubDate>
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fala da vida de Carlos da Maia
m&#233;dico formado em Coimbra
descendente de uma familia abastada
que j&#225; estava afastada e arrasada
tendo apenas seu av&#244; Afonso origin&#225;rio das beiras
a seu lado
Carlos era bem aconselhado por
Ega, um rapaz, bem apresentdo
andava sempre a seu lado.
Devido ao erro de Pedro e Maria Monforte
separaram os seus filhos foi um caso muito forte
Maria Eduarda e Carlos da Maia eram irm&#227;os
sem saberem desse facto conhecem-se e apaixonam-se unindo as m&#227;os
e assim est&#225; representado o t&#237;tulo d'Os Maias </itunes:summary>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 27 - Role Play (Entrevista - Adriano e Tiago Carvalho)</title>
      <description></description>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 11:02:12 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 26 - Role play - (Entrevista - Paulo e Samuel)</title>
      <description>Entrevista  

Hoje temos como convidado o Sr. Presidente do Curral de Mo&#237;nas futebol clube. Consta que este presidente suborna os &#225;rbitros e jogadores das equipas advers&#225;rias.

J -Em primeiro lugar boa noite, vamos come&#231;ar pelos boatos em que se diz que o Sr. Presidente suborna os &#225;rbitros para que estes beneficiem a sua equipa durante os jogos?

R: N&#227;o. Isso &#233; totalmente falso. Os &#225;rbitros fazem-me um favor e eu retribuo porque n&#227;o gosto de ficar a dever favores a ningu&#233;m.

J - Podemos perguntar-lhe como retribui os favores aos &#225;rbitros?

R: Ent&#227;o! Eu ofere&#231;o umas viagens, uns carros &#224;s vezes umas meninas para eles se divertirem um pouco, nada de extraordin&#225;rio.

J - O Sr. Presidente j&#225; foi v&#225;rias vezes acusado mas nunca foi preso. Dizem que tem fam&#237;lia na P.J. e amigos ju&#237;zes.

R: Sim &#233; verdade mas n&#227;o tenho culpa deles  serem da pol&#237;cia.</description>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 10:45:33 GMT</pubDate>
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      <itunes:summary>Entrevista  

Hoje temos como convidado o Sr. Presidente do Curral de Mo&#237;nas futebol clube. Consta que este presidente suborna os &#225;rbitros e jogadores das equipas advers&#225;rias.

J -Em primeiro lugar boa noite, vamos come&#231;ar pelos boatos em que se diz que o Sr. Presidente suborna os &#225;rbitros para que estes beneficiem a sua equipa durante os jogos?

R: N&#227;o. Isso &#233; totalmente falso. Os &#225;rbitros fazem-me um favor e eu retribuo porque n&#227;o gosto de ficar a dever favores a ningu&#233;m.

J - Podemos perguntar-lhe como retribui os favores aos &#225;rbitros?

R: Ent&#227;o! Eu ofere&#231;o umas viagens, uns carros &#224;s vezes umas meninas para eles se divertirem um pouco, nada de extraordin&#225;rio.

J - O Sr. Presidente j&#225; foi v&#225;rias vezes acusado mas nunca foi preso. Dizem que tem fam&#237;lia na P.J. e amigos ju&#237;zes.

R: Sim &#233; verdade mas n&#227;o tenho culpa deles  serem da pol&#237;cia.</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 25 - Role Play - (Entrevista - Carlos e Vitor)</title>
      <description>Estamos em directo da freguesia de S.Jorgue da Morrinhanha, onde vamos esclarecer alguns boatos alusivos ao clube desportivo e Cultural dos arranca Tro&#231;os. Para isso temos como nosso convidado o S.Presidente do clube. 

J - Sr.Presidente &#233; verdade que disp&#245;em v&#225;rias meninas aos &#225;rbitros para que estes os ajudem a ganhar o campeonato?
R: N&#227;o, eu apenas quero manter a imagem do clube. Este clube &#233; um clube onde n&#227;o existe subornos.

J - Mais uma pergunta! Andam a&#237; uns boatos que o S.Presidente tem uma grande quinta no Algarve &#224;s custas deste clube.
R: N&#227;o, eu apenas me limito a retirar os fundos lucrativos deste clube para pagar as horas extraordin&#225;rias.

J - O que esta a pensar fazer em rela&#231;&#227;o &#224;s pr&#243;ximas elei&#231;&#245;es para eleger o novo presidente do clube?
R: Estou a pensar organizar um jantar para todos os elementos da direc&#231;&#227;o do clube, mas com uma condi&#231;&#227;o, desde que votem em mim 

Entrevista Carlos e Vitor</description>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 10:43:21 GMT</pubDate>
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J - Sr.Presidente &#233; verdade que disp&#245;em v&#225;rias meninas aos &#225;rbitros para que estes os ajudem a ganhar o campeonato?
R: N&#227;o, eu apenas quero manter a imagem do clube. Este clube &#233; um clube onde n&#227;o existe subornos.

J - Mais uma pergunta! Andam a&#237; uns boatos que o S.Presidente tem uma grande quinta no Algarve &#224;s custas deste clube.
R: N&#227;o, eu apenas me limito a retirar os fundos lucrativos deste clube para pagar as horas extraordin&#225;rias.

J - O que esta a pensar fazer em rela&#231;&#227;o &#224;s pr&#243;ximas elei&#231;&#245;es para eleger o novo presidente do clube?
R: Estou a pensar organizar um jantar para todos os elementos da direc&#231;&#227;o do clube, mas com uma condi&#231;&#227;o, desde que votem em mim 

Entrevista Carlos e Vitor</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 24 - Role Play (Entrevista - Daniel Barbosa e Tiago Manuel)</title>
      <description></description>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 10:40:52 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 23 - Role Play - (Entrevista - Artur e Daniel Vila&#231;a)</title>
      <description></description>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 10:39:17 GMT</pubDate>
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      <title>Epis&#243;dio 22 - Role Play - (Entrevista -Tiago e Hugo)</title>
      <description></description>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 10:35:20 GMT</pubDate>
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      <title>Epis&#243;dio 21 - Role Play (Entrevista - Joni e Bruno)</title>
      <description></description>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 10:31:41 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 20 - Role Play (entrevista - Filipe e Bruno Carvalho)</title>
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      <pubDate>Thu, 30 Apr 2009 10:26:03 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2009-04-30</dcterms:modified>
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    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 19 - Elipse </title>
      <description>Designa a omiss&#227;o de palavras que podem ser facilmente subentendidas. A sua utiliza&#231;&#227;o torna o enunciado mais condensado e incisivo.

As escadas escuras. A porta e a luz, de repente, nos olhos desabituados. A luz forte da rua num dia de Sol.
Augusto Abelaira
Neste exemplo, em cada uma das frases foi omitido o verbo, ficando cada uma delas reduzida aos elementos essenciais. O resultado s&#227;o tr&#234;s pequenos tra&#231;os descritivos, sugerindo de forma incisiva o salto abrupto da escurid&#227;o para a luz.

Ele adorando a quem lhe parecia,
Na f&#233; todo inflamado assim gritava:
Aos infi&#233;is, Senhor, aos infi&#233;is
E n&#227;o a mim, que creio o que podeis.
Cam&#245;es
Neste excerto de Cam&#245;es, subentende-se facilmente, no 3&#186; verso, a express&#227;o "mandai sofrimentos".</description>
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      <pubDate>Wed, 01 Apr 2009 16:51:25 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2009-04-30</dcterms:modified>
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As escadas escuras. A porta e a luz, de repente, nos olhos desabituados. A luz forte da rua num dia de Sol.
Augusto Abelaira
Neste exemplo, em cada uma das frases foi omitido o verbo, ficando cada uma delas reduzida aos elementos essenciais. O resultado s&#227;o tr&#234;s pequenos tra&#231;os descritivos, sugerindo de forma incisiva o salto abrupto da escurid&#227;o para a luz.

Ele adorando a quem lhe parecia,
Na f&#233; todo inflamado assim gritava:
Aos infi&#233;is, Senhor, aos infi&#233;is
E n&#227;o a mim, que creio o que podeis.
Cam&#245;es
Neste excerto de Cam&#245;es, subentende-se facilmente, no 3&#186; verso, a express&#227;o "mandai sofrimentos".</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 18 - Sinestesia</title>
      <description>A Sinestesia consiste numa associa&#231;&#227;o de sensa&#231;&#245;es diferentes na mesma express&#227;o.

&#8212;&#201; noite: e, sob o azul morno e calado,
Concebem os jasmins e os cora&#231;&#245;es.
Gomes Leal
Nestes versos a sens&#231;&#227;o de cor, impl&#237;cita na palavra "azul", associa-se a uma sensa&#231;&#227;o t&#225;ctil ("morno") e a uma auditiva ("calado").</description>
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      <pubDate>Tue, 24 Mar 2009 18:55:41 GMT</pubDate>
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Concebem os jasmins e os cora&#231;&#245;es.
Gomes Leal
Nestes versos a sens&#231;&#227;o de cor, impl&#237;cita na palavra "azul", associa-se a uma sensa&#231;&#227;o t&#225;ctil ("morno") e a uma auditiva ("calado").</itunes:summary>
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 17 - Ox&#237;moro, Per&#237;frase, Pleonasmo, Zeugma</title>
      <description>OXIMORO - Aproxima&#231;&#227;o de termos que mutuamente se excluem, numa intensifica&#231;&#227;o do processo da ant&#237;tese. Exprime um paradoxo e implica uma nova vis&#227;o das coisas.
Ex.: "O mito &#233; o nada que &#233; tudo" (Fernando Pessoa); "O semelhante sem semelhante" (P. Ant&#243;nio Vieira). &#8230;tornar o fogo frio (Cam&#245;es)
Per&#237;frase
Consiste em dizer por muitas palavras o que poderia ser dito por poucas.
Nos campos do col&#233;rico Mavorte (na guerra)
Bocage
 Pleonasmo 
Repeti&#231;&#227;o de uma ideia, recorrendo &#224;s mesmas palavras ou outras de sentido equivalente.
Vi-os com estes olhos que a terra h&#225;-de comer.
Neste exemplo da linguagem quotidiana, a ideia de "ver" &#233; refor&#231;ada pela nota&#231;&#227;o concreta "com estes olhos".
Subir para cima, descer para baixo
Zeugma
Um adjectivo ou um verbo ligam-se, simultaneamente, a realidades concretas e abstractas.
Quase sempre o zeugma tem um grande impacto sobre o leitor, devido &#224; associa&#231;&#227;o inesperada de realidades muito diferentes.
Rufino reluzia todo de orgulho e de suor.

E&#231;a de Queir&#243;s

</description>
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      <pubDate>Tue, 24 Mar 2009 18:43:14 GMT</pubDate>
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Ex.: "O mito &#233; o nada que &#233; tudo" (Fernando Pessoa); "O semelhante sem semelhante" (P. Ant&#243;nio Vieira). &#8230;tornar o fogo frio (Cam&#245;es)
Per&#237;frase
Consiste em dizer por muitas palavras o que poderia ser dito por poucas.
Nos campos do col&#233;rico Mavorte (na guerra)
Bocage
 Pleonasmo 
Repeti&#231;&#227;o de uma ideia, recorrendo &#224;s mesmas palavras ou outras de sentido equivalente.
Vi-os com estes olhos que a terra h&#225;-de comer.
Neste exemplo da linguagem quotidiana, a ideia de "ver" &#233; refor&#231;ada pela nota&#231;&#227;o concreta "com estes olhos".
Subir para cima, descer para baixo
Zeugma
Um adjectivo ou um verbo ligam-se, simultaneamente, a realidades concretas e abstractas.
Quase sempre o zeugma tem um grande impacto sobre o leitor, devido &#224; associa&#231;&#227;o inesperada de realidades muito diferentes.
Rufino reluzia todo de orgulho e de suor.

E&#231;a de Queir&#243;s

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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 16 - Meton&#237;mia</title>
      <description>Consiste em atribuir a uma coisa o nome de outra com base numa rela&#231;&#227;o de contiguidade.


o autor pela obra
Comprou um Van Gogh por um milh&#227;o de d&#243;lares.
o continente pelo conte&#250;do
Bebeu um copo.
o local de fabrico pelo produto
Bebemos um porto.
o material de que &#233; feito pelo objecto
Gosta de cristais.
o efeito pela causa
Respeitem os meus cabelos brancos.
o f&#237;sico pelo moral
Ele &#233; uma boa cabe&#231;a.
o sinal pela coisa significada
A cruz e a espada engrandeceram Portugal.
Diremos que a METON&#205;MIA acontece quando se designa uma realidade por meio de um termo referente a outra com a qual est&#225; relacionada de uma forma objetiva - por contiguidade (rela&#231;&#227;o com aquilo que a rodeia). H&#225; diversos tipos de meton&#237;mia (diz-se o conte&#250;do pelo continente, ou vice-versa; a causa pelo efeito, ou vice-versa; o possuidor pela coisa possu&#237;da, o autor pela obra, etc.).</description>
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      <pubDate>Tue, 24 Mar 2009 18:09:02 GMT</pubDate>
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o autor pela obra
Comprou um Van Gogh por um milh&#227;o de d&#243;lares.
o continente pelo conte&#250;do
Bebeu um copo.
o local de fabrico pelo produto
Bebemos um porto.
o material de que &#233; feito pelo objecto
Gosta de cristais.
o efeito pela causa
Respeitem os meus cabelos brancos.
o f&#237;sico pelo moral
Ele &#233; uma boa cabe&#231;a.
o sinal pela coisa significada
A cruz e a espada engrandeceram Portugal.
Diremos que a METON&#205;MIA acontece quando se designa uma realidade por meio de um termo referente a outra com a qual est&#225; relacionada de uma forma objetiva - por contiguidade (rela&#231;&#227;o com aquilo que a rodeia). H&#225; diversos tipos de meton&#237;mia (diz-se o conte&#250;do pelo continente, ou vice-versa; a causa pelo efeito, ou vice-versa; o possuidor pela coisa possu&#237;da, o autor pela obra, etc.).</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 15 - Ironia</title>
      <description>Consiste na atribui&#231;&#227;o aos signos de significados opostos aos que t&#234;m na linguagem normal; dizer o contr&#225;rio do que as palavras em si mesmas significam.

&#201; um recurso muito utilizado, mesmo na linguagem corrente. &#201; o contexto situacional (entoa&#231;&#227;o, m&#237;mica) ou verbal que nos indicam que determinada palavra ou express&#227;o deve ser tomada no sentido oposto ao que declara.

&#8211; muito prendado, n&#227;o tem d&#250;vida... &#8211; volveu ironicamente a vi&#250;va do Capit&#227;o-mor.
Camilo Castelo Branco
Neste excerto de Camilo, o pr&#243;prio narrador nos alerta para a ironia das palavras da vi&#250;va. Mas, mesmo sem essa indica&#231;&#227;o, o contexto em que elas s&#227;o ditas permitiria ao leitor reconhecer o seu sentido ir&#243;nico.

Diremos portanto que a IRONIA &#233; o processo ret&#243;rico pelo qual se significa o contr&#225;rio do que se diz literalmente, o que por vezes apenas o contexto permite entender.
</description>
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      <pubDate>Tue, 24 Mar 2009 17:52:28 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2009-03-24</dcterms:modified>
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&#201; um recurso muito utilizado, mesmo na linguagem corrente. &#201; o contexto situacional (entoa&#231;&#227;o, m&#237;mica) ou verbal que nos indicam que determinada palavra ou express&#227;o deve ser tomada no sentido oposto ao que declara.

&#8211; muito prendado, n&#227;o tem d&#250;vida... &#8211; volveu ironicamente a vi&#250;va do Capit&#227;o-mor.
Camilo Castelo Branco
Neste excerto de Camilo, o pr&#243;prio narrador nos alerta para a ironia das palavras da vi&#250;va. Mas, mesmo sem essa indica&#231;&#227;o, o contexto em que elas s&#227;o ditas permitiria ao leitor reconhecer o seu sentido ir&#243;nico.

Diremos portanto que a IRONIA &#233; o processo ret&#243;rico pelo qual se significa o contr&#225;rio do que se diz literalmente, o que por vezes apenas o contexto permite entender.
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 14 - Hip&#233;rbole</title>
      <description>A hip&#233;rbole &#233; um recurso estil&#237;stico muito frequente, tanto na literatura, como na linguagem corrente. Consiste numa express&#227;o exagerada da realidade.

Quando pretendemos destacar determinado aspecto, tendemos a exager&#225;-lo, de tal modo que os nossos actos comunicativos di&#225;rios est&#227;o repletos de hip&#233;rboles: chove a c&#226;ntaros, rios de l&#225;grimas...

Trazem ferocidade e furor tanto,
Que a vivos medo e a mortos faz espanto.
Cam&#245;es
Nesta passagem bem conhecida d' Os Lus&#237;adas &#233; f&#225;cil sentir o efeito expressivo que a hip&#233;rbole pode adquirir. Para enaltecer o valor dos portugueses, p&#245;e-se em destaque a ferocidade dos advers&#225;rios, que &#233; tal que causa espanto aos pr&#243;prios mortos.

Diremos que a HIP&#201;RBOLE &#233; o exagero de termos que visa enfatizar a express&#227;o, apresentando imagens e situa&#231;&#245;es que ultrapassam o que se cr&#234; ser a realidade.
Ex.: "Chove nela gra&#231;a tanta, que d&#225; gra&#231;a &#224; fermosura" (Lu&#237;s de Cam&#245;es).
</description>
      <guid isPermaLink="true">http://geramovel.podOmatic.com/entry/2009-03-24T10_47_00-07_00</guid>
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      <pubDate>Tue, 24 Mar 2009 17:43:12 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2009-03-24</dcterms:modified>
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Quando pretendemos destacar determinado aspecto, tendemos a exager&#225;-lo, de tal modo que os nossos actos comunicativos di&#225;rios est&#227;o repletos de hip&#233;rboles: chove a c&#226;ntaros, rios de l&#225;grimas...

Trazem ferocidade e furor tanto,
Que a vivos medo e a mortos faz espanto.
Cam&#245;es
Nesta passagem bem conhecida d' Os Lus&#237;adas &#233; f&#225;cil sentir o efeito expressivo que a hip&#233;rbole pode adquirir. Para enaltecer o valor dos portugueses, p&#245;e-se em destaque a ferocidade dos advers&#225;rios, que &#233; tal que causa espanto aos pr&#243;prios mortos.

Diremos que a HIP&#201;RBOLE &#233; o exagero de termos que visa enfatizar a express&#227;o, apresentando imagens e situa&#231;&#245;es que ultrapassam o que se cr&#234; ser a realidade.
Ex.: "Chove nela gra&#231;a tanta, que d&#225; gra&#231;a &#224; fermosura" (Lu&#237;s de Cam&#245;es).
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    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 13 - Hip&#225;lage</title>
      <description>A hip&#225;lage consiste em atribuir uma caracter&#237;stica de uma pessoa a uma coisa que com ela se relaciona.

(...) e a M&#227;e Vila&#231;a, abriu-lhe uns grandes bra&#231;os amigos cheia de exclama&#231;&#245;es.
E&#231;a de Queir&#243;s
&#201; f&#225;cil perceber que o adjectivo "amigos" n&#227;o se refere propriamente a bra&#231;os, mas &#224; M&#227;e Vila&#231;a.

Por outras palavras, a HIP&#193;LAGE &#233; a atribui&#231;&#227;o a um ser ou coisa designada de uma qualidade ou a&#231;&#227;o que pertence a outro ser ou coisa implicada na mesma frase.
Ex.: "Fumava o pensativo cigarro" (E&#231;a de Queir&#243;s); "amareladamente os c&#227;es parecem lobos" (Ces&#225;rio Verde).
</description>
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      <pubDate>Sun, 22 Mar 2009 23:36:34 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2009-03-24</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2009-03-22</dcterms:created>
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(...) e a M&#227;e Vila&#231;a, abriu-lhe uns grandes bra&#231;os amigos cheia de exclama&#231;&#245;es.
E&#231;a de Queir&#243;s
&#201; f&#225;cil perceber que o adjectivo "amigos" n&#227;o se refere propriamente a bra&#231;os, mas &#224; M&#227;e Vila&#231;a.

Por outras palavras, a HIP&#193;LAGE &#233; a atribui&#231;&#227;o a um ser ou coisa designada de uma qualidade ou a&#231;&#227;o que pertence a outro ser ou coisa implicada na mesma frase.
Ex.: "Fumava o pensativo cigarro" (E&#231;a de Queir&#243;s); "amareladamente os c&#227;es parecem lobos" (Ces&#225;rio Verde).
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    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 12 - Grada&#231;&#227;o</title>
      <description>Consiste em dispor um conjunto de ideias por ordem crescente ou decrescente.

Toma In&#225;cio o livro nas m&#227;os, l&#234;-o, a princ&#237;pio com dissabor, pouco depois sem fastio, ultimamente com gosto e dali por diante com fome, com cuidado, com desengano, com devo&#231;&#227;o, com l&#225;grimas (...).
P. Ant&#243;nio Vieira
Observe-se, neste excerto de um dos serm&#245;es do P. Ant&#243;nio Vieira, o car&#225;cter gradual da apresenta&#231;&#227;o das impress&#245;es de leitura de In&#225;cio, desde o desagrado at&#233; um grau elevado de agrado.
Em s&#237;ntese, a GRADA&#199;&#195;O &#233; uma enumera&#231;&#227;o de elementos numa sequ&#234;ncia determinada por uma ordem ascendente ou descendente, crescente ou decrescente.
Ex.: "(...) duro, seco, est&#233;ril monte (...)" (Lu&#237;s de Cam&#245;es).

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      <pubDate>Sun, 22 Mar 2009 20:36:53 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2009-03-24</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2009-03-22</dcterms:created>
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P. Ant&#243;nio Vieira
Observe-se, neste excerto de um dos serm&#245;es do P. Ant&#243;nio Vieira, o car&#225;cter gradual da apresenta&#231;&#227;o das impress&#245;es de leitura de In&#225;cio, desde o desagrado at&#233; um grau elevado de agrado.
Em s&#237;ntese, a GRADA&#199;&#195;O &#233; uma enumera&#231;&#227;o de elementos numa sequ&#234;ncia determinada por uma ordem ascendente ou descendente, crescente ou decrescente.
Ex.: "(...) duro, seco, est&#233;ril monte (...)" (Lu&#237;s de Cam&#245;es).

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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 11- Eufemismo</title>
      <description>Consiste na suaviza&#231;&#227;o de realidades chocantes, utilizando, para as descrever, palavras agrad&#225;veis.

O velho pai sesudo (...)
Tirar In&#234;s ao mundo determina.
Cam&#245;es
Neste caso, a decis&#227;o de mandar matar In&#234;s de Castro &#233; suavizada pela express&#227;o "tirar ao mundo", menos agressiva.

Na comunica&#231;&#227;o oral, o recurso a express&#245;es euf&#233;micas &#233; praticamente inevit&#225;vel, quando temos que nos referir a realidades relacionadas com a morte, a doen&#231;a, actividades sexuais e outras.
Em suma, o EUFEMISMO &#233; o modo de expressar com decoro conceitos ou ideias cuja express&#227;o franca, n&#227;o atenuada, seria dura ou desagrad&#225;vel. Os processos que mais frequentemente servem esta suaviza&#231;&#227;o do pensamento assentam no recurso a per&#237;frases, sin&#243;nimos e met&#225;foras, que obviam &#224; express&#227;o direta e clara do termo ou ideia a evitar
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      <pubDate>Sun, 22 Mar 2009 20:22:07 GMT</pubDate>
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O velho pai sesudo (...)
Tirar In&#234;s ao mundo determina.
Cam&#245;es
Neste caso, a decis&#227;o de mandar matar In&#234;s de Castro &#233; suavizada pela express&#227;o "tirar ao mundo", menos agressiva.

Na comunica&#231;&#227;o oral, o recurso a express&#245;es euf&#233;micas &#233; praticamente inevit&#225;vel, quando temos que nos referir a realidades relacionadas com a morte, a doen&#231;a, actividades sexuais e outras.
Em suma, o EUFEMISMO &#233; o modo de expressar com decoro conceitos ou ideias cuja express&#227;o franca, n&#227;o atenuada, seria dura ou desagrad&#225;vel. Os processos que mais frequentemente servem esta suaviza&#231;&#227;o do pensamento assentam no recurso a per&#237;frases, sin&#243;nimos e met&#225;foras, que obviam &#224; express&#227;o direta e clara do termo ou ideia a evitar
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 10 - Met&#225;fora</title>
      <description>Substitui&#231;&#227;o da palavra adequada por outra, com base numa compara&#231;&#227;o impl&#237;cita (rela&#231;&#227;o de semelhan&#231;a).

Um exemplo poder&#225; ajudar-nos a compreender melhor a natureza da met&#225;fora.

Aquela mulher &#233; uma baleia.
&#201; f&#225;cil perceber que a palavra "baleia" n&#227;o &#233; o termo mais adequado para caracterizar uma pessoa, visto que "uma mulher n&#227;o &#233; uma baleia. No entanto, a express&#227;o &#233; linguisticamente aceit&#225;vel, porque todos os falantes de portugu&#234;s percebem sem dificuldade que, dessa maneira, se p&#245;e em destaque um tra&#231;o caracter&#237;stico daquela mulher (a gordura). Na verdade, a met&#225;fora assenta sobre uma compara&#231;&#227;o impl&#237;cita (Aquela mulher &#233; gorda como uma baleia).

Frequentemente, uma express&#227;o concentra, n&#227;o um, mas dois ou mais recursos estil&#237;sticos. Neste caso, podemos dizer que estamos perante uma met&#225;fora hiperb&#243;lica (express&#227;o exagerada).

Os salgueiros mergulham as longas cabeleiras nas &#225;guas dos canais.
Jos&#233; Rodrigues Migu&#233;is
Tamb&#233;m aqui, a compara&#231;&#227;o impl&#237;cita &#233; evidente. Na vis&#227;o do escritor os ramos pendentes dos salgueiros assemelham-se a longos cabelos caindo para a &#225;gua. E, mais uma vez, associado &#224; met&#225;fora encontramos o animismo.

Em s&#237;ntese, a MET&#193;FORA &#233; etimologicamente, "transporte", "mudan&#231;a", "tr&#226;nsito": transp&#245;e-se um termo para um campo de significado que lhe &#233; alheio. &#201; definida como "compara&#231;&#227;o abreviada", na qual o termo comparado (substitu&#237;do, n&#227;o nomeado) se identifica com o termo que lhe &#233; semelhante. Diz-se A (n&#227;o nomeado) por meio de B, supondo-se que entre ambos existe uma rela&#231;&#227;o de similitude.
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      <pubDate>Fri, 20 Mar 2009 11:03:31 GMT</pubDate>
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Um exemplo poder&#225; ajudar-nos a compreender melhor a natureza da met&#225;fora.

Aquela mulher &#233; uma baleia.
&#201; f&#225;cil perceber que a palavra "baleia" n&#227;o &#233; o termo mais adequado para caracterizar uma pessoa, visto que "uma mulher n&#227;o &#233; uma baleia. No entanto, a express&#227;o &#233; linguisticamente aceit&#225;vel, porque todos os falantes de portugu&#234;s percebem sem dificuldade que, dessa maneira, se p&#245;e em destaque um tra&#231;o caracter&#237;stico daquela mulher (a gordura). Na verdade, a met&#225;fora assenta sobre uma compara&#231;&#227;o impl&#237;cita (Aquela mulher &#233; gorda como uma baleia).

Frequentemente, uma express&#227;o concentra, n&#227;o um, mas dois ou mais recursos estil&#237;sticos. Neste caso, podemos dizer que estamos perante uma met&#225;fora hiperb&#243;lica (express&#227;o exagerada).

Os salgueiros mergulham as longas cabeleiras nas &#225;guas dos canais.
Jos&#233; Rodrigues Migu&#233;is
Tamb&#233;m aqui, a compara&#231;&#227;o impl&#237;cita &#233; evidente. Na vis&#227;o do escritor os ramos pendentes dos salgueiros assemelham-se a longos cabelos caindo para a &#225;gua. E, mais uma vez, associado &#224; met&#225;fora encontramos o animismo.

Em s&#237;ntese, a MET&#193;FORA &#233; etimologicamente, "transporte", "mudan&#231;a", "tr&#226;nsito": transp&#245;e-se um termo para um campo de significado que lhe &#233; alheio. &#201; definida como "compara&#231;&#227;o abreviada", na qual o termo comparado (substitu&#237;do, n&#227;o nomeado) se identifica com o termo que lhe &#233; semelhante. Diz-se A (n&#227;o nomeado) por meio de B, supondo-se que entre ambos existe uma rela&#231;&#227;o de similitude.
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 9 - Compara&#231;&#227;o</title>
      <description>Esta figura permite estabelecer uma rela&#231;&#227;o entre duas realidades semelhantes, ligando os dois termos atrav&#233;s de um elemento comparativo (como, parece, semelhante, dir-se-ia, ou outro equivalente).

A compara&#231;&#227;o pode ser simbolicamente representada pela f&#243;rmula "A &#233; como B". Dessa maneira, um dos tra&#231;os caracter&#237;sticos de determinada realidade &#233; posto em destaque, por compara&#231;&#227;o com outra realidade, na qual esse tra&#231;o &#233; evidente.

Vejamos alguns exemplos.

O cipreste e o cedro envelheciam juntos como dois amigos num ermo (...)
E&#231;a de Queir&#243;s
Ao relacionar as duas &#225;rvores com "dois amigos num ermo", o autor chama a aten&#231;&#227;o para aspectos que n&#227;o eram imediatamente evidentes: uma certa proximidade "afectiva" e o isolamento face ao mundo exterior; a proximidade entre as &#225;rvores &#233; refor&#231;ada pelo contraste com o afastamento face ao meio envolvente.

E esperaram, im&#243;veis como penedos, de pau ao ombro, engatilhado.
Branquinho da Fonseca
A compara&#231;&#227;o dos sujeitos com "penedos", acrescenta &#224; ideia de imobilidade as no&#231;&#245;es de dureza, rigidez, impassibilidade... Desse modo, gra&#231;as &#224; compara&#231;&#227;o, a imagem torna-se bem mais sugestiva.

Vi um jardim com &#225;rvores escuras
Como uma jaula todo gradeado.
Ces&#225;rio Verde
Neste caso, a compara&#231;&#227;o refor&#231;a uma nota perturbadora que a express&#227;o inicial introduzira, mas que, por si s&#243;, poderia passar despercebida: o adjectivo "escuras" estabelece um certo contraste com a ideia contida no termo "jardim"; essa nota inquietante aparece acentuada pela compara&#231;&#227;o, que apresenta as &#225;rvores como grades.
em s&#237;ntese a compara&#231;&#227;o &#233; a confronta&#231;&#227;o de duas realidades para discernir entre elas semelhan&#231;as ou diferen&#231;as. O esta
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      <pubDate>Fri, 20 Mar 2009 10:55:07 GMT</pubDate>
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A compara&#231;&#227;o pode ser simbolicamente representada pela f&#243;rmula "A &#233; como B". Dessa maneira, um dos tra&#231;os caracter&#237;sticos de determinada realidade &#233; posto em destaque, por compara&#231;&#227;o com outra realidade, na qual esse tra&#231;o &#233; evidente.

Vejamos alguns exemplos.

O cipreste e o cedro envelheciam juntos como dois amigos num ermo (...)
E&#231;a de Queir&#243;s
Ao relacionar as duas &#225;rvores com "dois amigos num ermo", o autor chama a aten&#231;&#227;o para aspectos que n&#227;o eram imediatamente evidentes: uma certa proximidade "afectiva" e o isolamento face ao mundo exterior; a proximidade entre as &#225;rvores &#233; refor&#231;ada pelo contraste com o afastamento face ao meio envolvente.

E esperaram, im&#243;veis como penedos, de pau ao ombro, engatilhado.
Branquinho da Fonseca
A compara&#231;&#227;o dos sujeitos com "penedos", acrescenta &#224; ideia de imobilidade as no&#231;&#245;es de dureza, rigidez, impassibilidade... Desse modo, gra&#231;as &#224; compara&#231;&#227;o, a imagem torna-se bem mais sugestiva.

Vi um jardim com &#225;rvores escuras
Como uma jaula todo gradeado.
Ces&#225;rio Verde
Neste caso, a compara&#231;&#227;o refor&#231;a uma nota perturbadora que a express&#227;o inicial introduzira, mas que, por si s&#243;, poderia passar despercebida: o adjectivo "escuras" estabelece um certo contraste com a ideia contida no termo "jardim"; essa nota inquietante aparece acentuada pela compara&#231;&#227;o, que apresenta as &#225;rvores como grades.
em s&#237;ntese a compara&#231;&#227;o &#233; a confronta&#231;&#227;o de duas realidades para discernir entre elas semelhan&#231;as ou diferen&#231;as. O esta
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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 8 - Ass&#237;ndeto - Asson&#226;ncia</title>
      <description>Ass&#237;ndeto
Resulta da omiss&#227;o de conjun&#231;&#245;es, normalmente coordenativas. Refor&#231;a o processo de encadeamento, pondo em evid&#234;ncia os seus elementos.
(...) por toda a c&#226;mara, reluziam, cintilavam, refulgiam os escudos de oiro (...)
E&#231;a de Queir&#243;s
Lavo, refresco, limpo os meus sentidos
(...)
O tacto, a vista, o ouvido, o gosto, o olfacto.
Ces&#225;rio Verde

Asson&#226;ncia 
Repeti&#231;&#227;o dos mesmos sons voc&#225;licos, em situa&#231;&#227;o de s&#237;laba t&#243;nica.
Sendo um recurso que incide sobre a mat&#233;ria f&#243;nica, o seu principal efeito &#233; de natureza "musical", como facilmente se percebe pelos exemplos apresentados. Por outro lado, o timbre das vogais pode refor&#231;ar o valor significativo das palavras envolvidas.
Por vezes, a asson&#226;ncia combina-se com a alitera&#231;&#227;o. Isso acontece, por exemplo, no terceiro exemplo, onde encontramos, a par da asson&#226;ncia do "e" a alitera&#231;&#227;o do "s".

Brilham com brilhos sinistros.
Eug&#233;nio de Castro
E as cantilenas de serenos sons amenos.
Eug&#233;nio de Castro
Na messe, que enlourece, estremece a quermesse
Eug&#233;nio de Castro

</description>
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      <pubDate>Thu, 19 Mar 2009 10:08:04 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2009-03-19</dcterms:modified>
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(...) por toda a c&#226;mara, reluziam, cintilavam, refulgiam os escudos de oiro (...)
E&#231;a de Queir&#243;s
Lavo, refresco, limpo os meus sentidos
(...)
O tacto, a vista, o ouvido, o gosto, o olfacto.
Ces&#225;rio Verde

Asson&#226;ncia 
Repeti&#231;&#227;o dos mesmos sons voc&#225;licos, em situa&#231;&#227;o de s&#237;laba t&#243;nica.
Sendo um recurso que incide sobre a mat&#233;ria f&#243;nica, o seu principal efeito &#233; de natureza "musical", como facilmente se percebe pelos exemplos apresentados. Por outro lado, o timbre das vogais pode refor&#231;ar o valor significativo das palavras envolvidas.
Por vezes, a asson&#226;ncia combina-se com a alitera&#231;&#227;o. Isso acontece, por exemplo, no terceiro exemplo, onde encontramos, a par da asson&#226;ncia do "e" a alitera&#231;&#227;o do "s".

Brilham com brilhos sinistros.
Eug&#233;nio de Castro
E as cantilenas de serenos sons amenos.
Eug&#233;nio de Castro
Na messe, que enlourece, estremece a quermesse
Eug&#233;nio de Castro

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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 7 - Ap&#243;strofe</title>
      <description>Consiste na invoca&#231;&#227;o de pessoas ausentes, coisas ou ideias.

Estamos perante uma ap&#243;strofe, quando o emissor inicia (ou interrompe) o seu discurso, dirigindo-se a seres imagin&#225;rios, coisas ou ideias, ou mesmo pessoas, desde que fisicamente ausentes. Em qualquer dos casos estamos perante uma situa&#231;&#227;o que foge &#224; estrita l&#243;gica do acto comunicativo, constituindo, por isso, um recurso expressivo. Quando o destinat&#225;rio do discurso &#233; um ser n&#227;o humano, uma coisa ou ideia, a ap&#243;strofe &#233; acompanhada de personifica&#231;&#227;o.

E v&#243;s, T&#225;gides minhas, pois criado
Tendes em mi um novo engenho ardente (...)
Cam&#245;es
Nestes versos de "Os Lus&#237;adas", o poeta dirige-se &#224;s ninfas do Tejo, simples seres imagin&#225;rios, para lhes solicitar a inspira&#231;&#227;o &#233;pica.

Outro exemplo de ap&#243;strofe, de todos conhecido, s&#227;o os famosos versos de Pessoa:

&#211; mar salgado, quanto do teu sal
S&#227;o l&#225;grimas de Portugal.</description>
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      <pubDate>Thu, 19 Mar 2009 10:00:41 GMT</pubDate>
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      <itunes:summary>Consiste na invoca&#231;&#227;o de pessoas ausentes, coisas ou ideias.

Estamos perante uma ap&#243;strofe, quando o emissor inicia (ou interrompe) o seu discurso, dirigindo-se a seres imagin&#225;rios, coisas ou ideias, ou mesmo pessoas, desde que fisicamente ausentes. Em qualquer dos casos estamos perante uma situa&#231;&#227;o que foge &#224; estrita l&#243;gica do acto comunicativo, constituindo, por isso, um recurso expressivo. Quando o destinat&#225;rio do discurso &#233; um ser n&#227;o humano, uma coisa ou ideia, a ap&#243;strofe &#233; acompanhada de personifica&#231;&#227;o.

E v&#243;s, T&#225;gides minhas, pois criado
Tendes em mi um novo engenho ardente (...)
Cam&#245;es
Nestes versos de "Os Lus&#237;adas", o poeta dirige-se &#224;s ninfas do Tejo, simples seres imagin&#225;rios, para lhes solicitar a inspira&#231;&#227;o &#233;pica.

Outro exemplo de ap&#243;strofe, de todos conhecido, s&#227;o os famosos versos de Pessoa:

&#211; mar salgado, quanto do teu sal
S&#227;o l&#225;grimas de Portugal.</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 6 - Animismo - Personifica&#231;&#227;o - ant&#237;tese </title>
      <description>ANIMISMO.
Processo em que se atribui vida a seres inanimados.
 Exemplo: "Desce em folhedos tenros a colina" (Camilo Pessanha)
&#192; colina &#233; atribu&#237;da uma qualidade pr&#243;pria dos seres humanos (descer).

Personifica&#231;&#227;o ou animismo ou prosopopeia.
Consiste  na atribui&#231;&#227;o de caracter&#237;sticas humanas a seres inanimados ou animais, ou simplesmente na atribui&#231;&#227;o de caracter&#237;sticas de seres vivos a coisas inanimadas.
As possibilidades expressivas da personifica&#231;&#227;o s&#227;o ilimitadas, mas todas elas assentam sobre o mesmo fundamento: uma aproxima&#231;&#227;o mais afectiva e menos l&#243;gica do mundo envolvente.
Naquela manh&#227; de Mar&#231;o, o vento norte levantou-se mal-humorado.
Ant&#243;nio Botto
O humor (bom ou mau) &#233; espec&#237;fico dos seres humanos. Caracterizando o vento como "mal-humorado", o poeta abre espa&#231;o para uma multiplicidade de impress&#245;es, que uma express&#227;o mais l&#243;gica n&#227;o permitiria.

ANT&#205;TESE
Contraposi&#231;&#227;o de palavras de significa&#231;&#227;o contr&#225;ria, evidenciando o contraste entre duas ideias.
&#201; t&#227;o triste este meu presente estado
Que o passado por ledo estou julgando.

Nestes dois versos de Cam&#245;es encontramos dois pares antit&#233;ticos:
Triste/ledo (alegre)
presente/passado.

</description>
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      <pubDate>Thu, 19 Mar 2009 09:58:15 GMT</pubDate>
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      <itunes:summary>ANIMISMO.
Processo em que se atribui vida a seres inanimados.
 Exemplo: "Desce em folhedos tenros a colina" (Camilo Pessanha)
&#192; colina &#233; atribu&#237;da uma qualidade pr&#243;pria dos seres humanos (descer).

Personifica&#231;&#227;o ou animismo ou prosopopeia.
Consiste  na atribui&#231;&#227;o de caracter&#237;sticas humanas a seres inanimados ou animais, ou simplesmente na atribui&#231;&#227;o de caracter&#237;sticas de seres vivos a coisas inanimadas.
As possibilidades expressivas da personifica&#231;&#227;o s&#227;o ilimitadas, mas todas elas assentam sobre o mesmo fundamento: uma aproxima&#231;&#227;o mais afectiva e menos l&#243;gica do mundo envolvente.
Naquela manh&#227; de Mar&#231;o, o vento norte levantou-se mal-humorado.
Ant&#243;nio Botto
O humor (bom ou mau) &#233; espec&#237;fico dos seres humanos. Caracterizando o vento como "mal-humorado", o poeta abre espa&#231;o para uma multiplicidade de impress&#245;es, que uma express&#227;o mais l&#243;gica n&#227;o permitiria.

ANT&#205;TESE
Contraposi&#231;&#227;o de palavras de significa&#231;&#227;o contr&#225;ria, evidenciando o contraste entre duas ideias.
&#201; t&#227;o triste este meu presente estado
Que o passado por ledo estou julgando.

Nestes dois versos de Cam&#245;es encontramos dois pares antit&#233;ticos:
Triste/ledo (alegre)
presente/passado.

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    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 5 - Analepse - An&#225;strofe - Hip&#233;rbato</title>
      <description>ANALEPSE
Processo narrativo (tamb&#233;m designado por flashback) que consiste no relato de acontecimentos anteriores ao presente da ac&#231;&#227;o e mesmo em alguns casos anteriores ao seu in&#237;cio.

Exemplo: No ano passado, passei f&#233;rias com a fam&#237;lia na ilha do Sal.

AN&#193;STROFE.

Invers&#227;o da ordem natural dos elementos da frase. N&#227;o obscurece o sentido do pensamento, como pode suceder com o hip&#233;rbato.
 Exemplo: "No rigor da verdade, est&#225;s pintada, No rigor da apar&#234;ncia, est&#225;s com vida". (Greg&#243;rio de Matos).

HIP&#201;RBATO
Consiste na altera&#231;&#227;o da ordem normal das palavras no interior da frase. Geralmente leva &#224; coloca&#231;&#227;o do complemento do nome antes do nome ou do complemento directo antes do verbo.
Dentro da invers&#227;o &#233; costume distinguir hip&#233;rbato (a invers&#227;o envolve toda a frase) de an&#225;strofe (a invers&#227;o afecta apenas um determinado sintagma).
Aquela triste e leda madrugada
Quero que seja sempre celebrada.
Lu&#237;s de Cam&#245;es
Nestes versos de Cam&#245;es, a ordem directa seria "Quero que aquela triste e leda madrugada seja sempre celebrada."

</description>
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      <pubDate>Thu, 19 Mar 2009 09:47:48 GMT</pubDate>
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Exemplo: No ano passado, passei f&#233;rias com a fam&#237;lia na ilha do Sal.

AN&#193;STROFE.

Invers&#227;o da ordem natural dos elementos da frase. N&#227;o obscurece o sentido do pensamento, como pode suceder com o hip&#233;rbato.
 Exemplo: "No rigor da verdade, est&#225;s pintada, No rigor da apar&#234;ncia, est&#225;s com vida". (Greg&#243;rio de Matos).

HIP&#201;RBATO
Consiste na altera&#231;&#227;o da ordem normal das palavras no interior da frase. Geralmente leva &#224; coloca&#231;&#227;o do complemento do nome antes do nome ou do complemento directo antes do verbo.
Dentro da invers&#227;o &#233; costume distinguir hip&#233;rbato (a invers&#227;o envolve toda a frase) de an&#225;strofe (a invers&#227;o afecta apenas um determinado sintagma).
Aquela triste e leda madrugada
Quero que seja sempre celebrada.
Lu&#237;s de Cam&#245;es
Nestes versos de Cam&#245;es, a ordem directa seria "Quero que aquela triste e leda madrugada seja sempre celebrada."

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    <item>
      <title>Epis&#243;dio 4 - Altern&#226;ncia, Anacoluto, An&#225;fora</title>
      <description>ALTERN&#194;NCIA. 

 T&#233;cnica narrativa que consiste em contar duas ou mais hist&#243;rias de maneira intercalada, de forma que ora se narra uma ora outra.

ANACOLUTO.

Interrup&#231;&#227;o do membro inicial de um per&#237;odo para formar outro, de acordo com um novo pensamento que com o primeiro se cruza, exigindo uma constru&#231;&#227;o sint&#225;ctica diferente.
Essa possibilidade &#233;, por vezes, intencionalmente utilizada na linguagem liter&#225;ria para obter efeitos expressivos.
Exemplo:
Vereis este, que agora pressuroso,
Por tantos medos o Indo vai buscando,
Tremer dele Neptuno, de medroso.
                                      Lu&#237;s de Cam&#245;es
Nestes versos de Cam&#245;es, &#233; vis&#237;vel a altera&#231;&#227;o da estrutura l&#243;gico-gramatical (Vereis este (...) tremer dele Neptuno). Se prestarmos aten&#231;&#227;o, verificamos que o complemento directo "este" &#233; substitu&#237;do por outro ("Neptuno"). De facto, o "vereis este..." d&#225; lugar a "vereis Neptuno..."

AN&#193;FORA.

Repeti&#231;&#227;o da mesma palavra ou de palavras no in&#237;cio de versos ou frases sucessivos, visando-se, pela insist&#234;ncia, a intensidade.
 Exemplo: "Um mover de olhos, brando e piedoso, sem ver de qu&#234;; um riso brando e honesto, quase for&#231;ado; um doce e humilde gesto " (Lu&#237;s de Cam&#245;es).

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      <pubDate>Thu, 19 Mar 2009 09:27:55 GMT</pubDate>
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ANACOLUTO.

Interrup&#231;&#227;o do membro inicial de um per&#237;odo para formar outro, de acordo com um novo pensamento que com o primeiro se cruza, exigindo uma constru&#231;&#227;o sint&#225;ctica diferente.
Essa possibilidade &#233;, por vezes, intencionalmente utilizada na linguagem liter&#225;ria para obter efeitos expressivos.
Exemplo:
Vereis este, que agora pressuroso,
Por tantos medos o Indo vai buscando,
Tremer dele Neptuno, de medroso.
                                      Lu&#237;s de Cam&#245;es
Nestes versos de Cam&#245;es, &#233; vis&#237;vel a altera&#231;&#227;o da estrutura l&#243;gico-gramatical (Vereis este (...) tremer dele Neptuno). Se prestarmos aten&#231;&#227;o, verificamos que o complemento directo "este" &#233; substitu&#237;do por outro ("Neptuno"). De facto, o "vereis este..." d&#225; lugar a "vereis Neptuno..."

AN&#193;FORA.

Repeti&#231;&#227;o da mesma palavra ou de palavras no in&#237;cio de versos ou frases sucessivos, visando-se, pela insist&#234;ncia, a intensidade.
 Exemplo: "Um mover de olhos, brando e piedoso, sem ver de qu&#234;; um riso brando e honesto, quase for&#231;ado; um doce e humilde gesto " (Lu&#237;s de Cam&#245;es).

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    </item>
    <item>
      <title>Epis&#243;dio 3 - Alitera&#231;&#227;o</title>
      <description>&#201; a Repeti&#231;&#227;o frequente dos mesmos sons consoantes em um ou mais versos.
Exemplos: "Deita o lan&#231;o com cautela. Que a sereia canta bela. Mas cautela, &#243; pescador!" (Almeida Garrett);
 "Foste colher  a um granzoal azul de gr&#227;o-de-bico. O ramalhete rubro das papoulas" (Ces&#225;rio Verde).

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      <pubDate>Thu, 19 Mar 2009 09:25:50 GMT</pubDate>
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      <itunes:summary>&#201; a Repeti&#231;&#227;o frequente dos mesmos sons consoantes em um ou mais versos.
Exemplos: "Deita o lan&#231;o com cautela. Que a sereia canta bela. Mas cautela, &#243; pescador!" (Almeida Garrett);
 "Foste colher  a um granzoal azul de gr&#227;o-de-bico. O ramalhete rubro das papoulas" (Ces&#225;rio Verde).

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    <item>
      <title>Episode 2 - Alegoria</title>
      <description>Sucess&#227;o de met&#225;foras ou compara&#231;&#245;es atrav&#233;s das quais realidades abstractas s&#227;o concretizadas. Por meio desta figura, uma realidade abstracta, e por isso de mais dif&#237;cil apreens&#227;o, &#233; substitu&#237;da por, ou comparada com, uma realidade mais concreta i, portanto, mais compreens&#237;vel.
Por esse motivo, a alegoria &#233; uma figura de estilo com uma dimens&#227;o textual invulgarmente extensa; por vezes abrange a totalidade de uma obra liter&#225;ria: &#233; o que acontece, por exemplo, no Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.
Exemplos: Auto da Alma, Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente; o conto "A Viagem", de Sophia de Mello B. Anderson. Serm&#227;o de Santo Ant&#243;nio aos peixes, de Padre Ant&#243;nio Vieira

</description>
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      <pubDate>Thu, 19 Mar 2009 09:10:59 GMT</pubDate>
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Por esse motivo, a alegoria &#233; uma figura de estilo com uma dimens&#227;o textual invulgarmente extensa; por vezes abrange a totalidade de uma obra liter&#225;ria: &#233; o que acontece, por exemplo, no Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.
Exemplos: Auto da Alma, Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente; o conto "A Viagem", de Sophia de Mello B. Anderson. Serm&#227;o de Santo Ant&#243;nio aos peixes, de Padre Ant&#243;nio Vieira

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    <item>
      <title>Welcome!</title>
      <description>&lt;a href="http://www.podomatic.com/podcast/post"&gt;&lt;img src="http://www.podomatic.com/images/podcast.gif" alt="Create your first podcast!" border=0 /&gt;&lt;/a&gt;</description>
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      <pubDate>Sat, 04 Nov 2006 18:25:05 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-01-11</dcterms:modified>
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